Explicar o funcionamento dos amortecedores, bem como seus componentes, funções básicas e principais formas de conservação. Esse foi o objetivo da palestra promovida, na semana passada, pelo Centro Automotivo Wal Mart na unidade do Senai em Bauru.
O evento foi aberto à comunidade e contou com a participação de Moacir de Lima, promotor técnico de vendas da Monroe especialmente convidado para ministrar a palestra.
Nela, Lima ressaltou que os amortecedores devem ser trocados a cada 40 mil quilômetros. “Um amortecedor com 50% de desgaste faz o veículo perder em dois metros a sua capacidade de frenagem. Além disso, a cada 30 mil quilômetros, estima-se que eles já tenham sido acionados 79 milhões de vezes. Por isso, o ideal é que sejam substituídos dentro desse período e sempre os quatro de uma só vezâ€, recomenda ele.
Outros pontos abordados pelo promotor foram os cuidados necessários para que o amortecedor não tenha sua vida útil abreviada. Segundo Lima, o principal a se evitar é o rebaixamento do veículo, procedimento comum entre muitos motoristas. “O amortecedor trabalha sempre em meio curso. Quando se rebaixa, desloca-se o pistão em um ponto bem inferior em que ele costuma trabalharâ€, ressalta Lima.
Desta forma, acrescenta ele, ao passar por uma lombada o amortecedor abaterá no final de seu curso e acabará, com o tempo, quebrando. “Rebaixar pode fazer com que o equipamento perca totalmente sua função no automóvel, que é a de absorver os impactosâ€, enfatiza o promotor de vendas.
Já os buracos e lombadas, outras preocupações naturais quando o assunto é a preservação dos amortecedores, também devem ser evitados. Entretanto, Lima pondera que eles saem de fábrica preparados para suportá-los. Mesmo assim, o ideal é fugir deles, quando isso for possível. “Com as atuais estradas e ruas brasileiras, é utopia falar para os motoristas não passarem sobre os buracos. O recomendável é ter cautela com depressões e obstáculos.â€