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Crianças também se preocupam com bom comportamento

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 2 min

Saber comportar-se à mesa, respeitar os espaços públicos, utilizar corretamente o telefone, respeitar as pessoas mais velhas, amar o meio ambiente e ser um cidadão educado são ações que devem começar na infância.

Às vezes, pequenos detalhes de comportamento podem fazer a diferença na hora de conquistar uma nova amizade, de brincar, estudar e até, no futuro, de conseguir um bom trabalho.

No passado, as famílias tratavam com muita seriedade a questão comportamento. Minha mãe, por exemplo, sempre dizia que era só o seu pai olhar que os filhos, um total de oito, obedeciam. E não era à base de repressão, era respeito. As mães não trabalhavam fora de casa e a relação familiar era bastante diferente. Ninguém poderia, na hora do almoço, pegar o prato e comer diante do televisor.

As refeições em família eram sagradas e todos respeitavam as regras. Pode parecer careta, mas considerar algumas regrinhas não faz mal a ninguém, pelo contrário. Atualmente, as pessoas retomaram os conceitos de educação e estão bastante atentas ao comportamento.

Comportamento define classificação profissional

Segundo a educadora Glorinha Braga Ortolan, 57 anos, hoje a maneira de se comportar à mesa e até a forma de falar pode definir se o profissional será contratado ou não. “Há empresas que marcam entrevistas em jantares para avaliar como a pessoa se comporta e definir se ela tem o perfil para o trabalho ou não”, explica.

Glorinha é formada em letras e atua na orientação de adultos e crianças na área de comportamento. Ela publicou o livro “Educação e requinte”, que aborda vários detalhes sobre o tema voltado para o público adulto. Agora ela prepara seu segundo livro “Com licença... preceitos de civilidade e cidadania” direcionado ao público infantil.

Ela começou a atuar nessa área naturalmente. “As pessoas sempre me consultavam como deveriam se comportar em determinadas situações, como se vestir. Resolvi colocar as idéias em prática e iniciei cursos em São Paulo.” Glorinha é bauruense e viveu durante 20 anos na capital paulista.

Ao retornar a Bauru, descobriu o público infantil, que aprende com bastante facilidade e torna-se um multiplicador. Ela montou uma turminha de sete crianças e iniciou encontros semanais, aos sábados.

“Eles aprendem muito rápido e sempre levam os ensinamentos para casa”, comenta Glorinha. As irmãs Stephanie Losnak Righetti, 12 anos, e Andréa, 7 anos, participam do curso ao lado de Letícia Gaion Tobias, 9 anos, Ananda Campos de Oliveira, 5 anos, as irmãs Ana Carolina Picolo Pasian, 10 anos, e Marina, 6 anos, e os irmãos Guilherme Quirino Pinto da Silva, 9 anos, e Mariana, 8 anos.

Semanalmente, eles iniciaram um processo de aprendizado que iria abordar desde o relacionamento com o idoso até a observar o ambiente onde vivem, passando pelo comportamento à mesa e cidadania.

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