A Direção Regional de Ensino (DRE) deve divulgar amanhã quais serão as 11 escolas da rede pública que vão receber sistema de alarme ou circuito fechado de TV. Com o aparelhamento, anunciado oficialmente na última quarta-feira pelo novo secretário estadual de Educação, Gabriel Chalita, subirá para 29 o número de unidades dotadas de proteção eletrônica.
Jair Sanches, titular da DRE, informou que passaria este fim-de-semana avaliando as escolas que mais necessitam de vigilância. A seleção vai ser feita com base em uma pesquisa feita junto às unidades que já possuem o equipamento e àquelas consideradas “problema†ou estratégicas do ponto de vista patrimonial.
Vieira não adiantou nomes, mas deu pistas de que a Escola Estadual Major Fraga, no Distrito de Tibiriçá, estará entre as contempladas. Embora nunca tenha sido alvo de ladrões ou vândalos, a unidade passou por um processo de modernização, ganhando laboratórios e equipamentos de informática.
Na cidade, 18 escolas inauguraram em setembro do ano passado os sistemas de segurança eletrônica. Os equipamentos, segundo Vieira, ajudaram em muito a reduzir problemas internos de indisciplina, como “fugas†e “invasões†nos horários de aula.
“Aquela história de aluno pular o muro para escapar da aula ou para entrar fora do horário terminou, como também a entrada indiscriminada de alunos de outros períodos e amigos. Esses visitantes alheios atrapalhavam demais as aulas, mas isso foi resolvidoâ€, comemorou o dirigente.
Furtos
Os alarmes, cujos disparos são comunicados imediatamente ao diretor da unidade e à empresa monitoradora, também foram positivos para coibir a ação de ladrões noturnos e de finais de semana, mas não 100% eficientes.
Há dois meses, a Rodrigues de Abreu, que conta com alarme, foi invadida e, de seu interior, subtraídos vários materiais pedagógicos e de uso burocrático. Os vestígios do furto levam a crer que o ladrão conhecia bem a escola e seus hábitos.
“A primeira providência do gatuno foi cortar o fio do alarme. Em seguida, dirigiu-se diretamente para a sala em que estavam os materiais recém-comprados. Era gente que sabia dissoâ€, supôs Vieira. Fato semelhante foi registrado na escola Santa Edwirges, embora este tenha sido um caso isolado.
De acordo com Vieira, apesar de estar localizada num bairro violento e potencialmente sujeita à criminalidade, a unidade é tranqüila. “Para quem mora lá, o prédio é uma referência, sede de reuniões comunitárias, um patrimônio respeitado. Mais um exemplo que reforça os benefícios da integração escola-bairroâ€, destacou.
Na contramão da Santa Edwirges, está a Henrique Bertolucci, que há um mês foi alvo de um vandalismo sem precedentes. Desprovida de proteção eletrônica, a unidade foi invadida e teve papéis, cortinas e outros vários objetos queimados numa fogueira. Os invasores também levaram peças de computadores.
Para Vieira, esse tipo de atitude pode ser um clamor invertido de atenção de adolescentes e jovens adultos desorientados na vida. “Eles usam a escola para atingir a comunidade, não há outro motivo. Não se trata de gente que está passando fome, porque nossas cozinhas são muito pouco visitadasâ€, excluiu.
Paralelamente ao incremento do sistema de segurança, a DRE irá iniciar um programa de interação com os bairros (leia matéria da capa). O objetivo é justamente envolver os que estão de fora e, assim, conseguir um comprometimento com a conservação do patrimônio físico e moral do ensino público.
O aumento de policiais nas ruas de Bauru, previsto já para o mês de junho, também vai ampliar o cumprimento das metas do Plano de Segurança nas Escolas. A presença constante e ostensiva da Polícia Militar, acredita Vieira, proporcionará mais tranqüilidade ao ir e vir dos alunos e professores.
“Eu acho que isso será fundamental para reduzir o grau de estresse, pois vai tornar mais fácil o exercício do magistério pelos professores e melhorar as condições de aprendizagem para os alunos.â€
Mudanças externas
A melhoria da qualidade do ensino público, que passa essencialmente pelo resgate do valor dos professores e combate à criminalidade nas escolas, depende também dos poderes executivo e legislativo municipais.
Os logradouros vizinhos das unidades de ensino, por exemplo, devem, na opinião de Vieira, receber cuidado especial. “Manter a iluminação adequada, as praças limpas e os jardins cuidados interfere diretamente no perfil de seus freqüentadores. A existência de bares nos arredores é outra coisa muito questionável. A legislação estadual proíbe esse tipo de estabelecimento a menos de 100 metros de distância das escolas, mas é preciso que isso seja regulamentado no municípioâ€, expôs, num recado explícito às autoridades locais.
Estabelecimentos já aparelhados
Ada Cariani Avalone - alarme Arminda Sbríssia - alarme Ayrton Busch - alarme Azarias Leite - alarme Carlos Chagas - alarme Carolina L. Almeida - alarme Edilson Gasparini - alarme Ernesto Monte - alarme Franscisco A. Brizola - alarme João Maringoni - circuito de TV e alarme José A. Guedes de Azevedo - alarme Marta Barbosa - circuito fechado de TV Plínio Ferraz - alarme Rodrigues de Abreu - alarme Santa Edwirges - alarme Stela Machado - circuito de TV e alarme Vera Campagnani - circuito fechado de TV Walter Melchert - circuito de TV e alarme