Bairros

Nomes das contempladas saem amanh

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 4 min

A Direção Regional de Ensino (DRE) deve divulgar amanhã quais serão as 11 escolas da rede pública que vão receber sistema de alarme ou circuito fechado de TV. Com o aparelhamento, anunciado oficialmente na última quarta-feira pelo novo secretário estadual de Educação, Gabriel Chalita, subirá para 29 o número de unidades dotadas de proteção eletrônica.

Jair Sanches, titular da DRE, informou que passaria este fim-de-semana avaliando as escolas que mais necessitam de vigilância. A seleção vai ser feita com base em uma pesquisa feita junto às unidades que já possuem o equipamento e àquelas consideradas “problema” ou estratégicas do ponto de vista patrimonial.

Vieira não adiantou nomes, mas deu pistas de que a Escola Estadual Major Fraga, no Distrito de Tibiriçá, estará entre as contempladas. Embora nunca tenha sido alvo de ladrões ou vândalos, a unidade passou por um processo de modernização, ganhando laboratórios e equipamentos de informática.

Na cidade, 18 escolas inauguraram em setembro do ano passado os sistemas de segurança eletrônica. Os equipamentos, segundo Vieira, ajudaram em muito a reduzir problemas internos de indisciplina, como “fugas” e “invasões” nos horários de aula.

“Aquela história de aluno pular o muro para escapar da aula ou para entrar fora do horário terminou, como também a entrada indiscriminada de alunos de outros períodos e amigos. Esses visitantes alheios atrapalhavam demais as aulas, mas isso foi resolvido”, comemorou o dirigente.

Furtos

Os alarmes, cujos disparos são comunicados imediatamente ao diretor da unidade e à empresa monitoradora, também foram positivos para coibir a ação de ladrões noturnos e de finais de semana, mas não 100% eficientes.

Há dois meses, a Rodrigues de Abreu, que conta com alarme, foi invadida e, de seu interior, subtraídos vários materiais pedagógicos e de uso burocrático. Os vestígios do furto levam a crer que o ladrão conhecia bem a escola e seus hábitos.

“A primeira providência do gatuno foi cortar o fio do alarme. Em seguida, dirigiu-se diretamente para a sala em que estavam os materiais recém-comprados. Era gente que sabia disso”, supôs Vieira. Fato semelhante foi registrado na escola Santa Edwirges, embora este tenha sido um caso isolado.

De acordo com Vieira, apesar de estar localizada num bairro violento e potencialmente sujeita à criminalidade, a unidade é tranqüila. “Para quem mora lá, o prédio é uma referência, sede de reuniões comunitárias, um patrimônio respeitado. Mais um exemplo que reforça os benefícios da integração escola-bairro”, destacou.

Na contramão da Santa Edwirges, está a Henrique Bertolucci, que há um mês foi alvo de um vandalismo sem precedentes. Desprovida de proteção eletrônica, a unidade foi invadida e teve papéis, cortinas e outros vários objetos queimados numa fogueira. Os invasores também levaram peças de computadores.

Para Vieira, esse tipo de atitude pode ser um clamor invertido de atenção de adolescentes e jovens adultos desorientados na vida. “Eles usam a escola para atingir a comunidade, não há outro motivo. Não se trata de gente que está passando fome, porque nossas cozinhas são muito pouco visitadas”, excluiu.

Paralelamente ao incremento do sistema de segurança, a DRE irá iniciar um programa de interação com os bairros (leia matéria da capa). O objetivo é justamente envolver os que estão de fora e, assim, conseguir um comprometimento com a conservação do patrimônio físico e moral do ensino público.

O aumento de policiais nas ruas de Bauru, previsto já para o mês de junho, também vai ampliar o cumprimento das metas do Plano de Segurança nas Escolas. A presença constante e ostensiva da Polícia Militar, acredita Vieira, proporcionará mais tranqüilidade ao ir e vir dos alunos e professores.

“Eu acho que isso será fundamental para reduzir o grau de estresse, pois vai tornar mais fácil o exercício do magistério pelos professores e melhorar as condições de aprendizagem para os alunos.”

Mudanças externas

A melhoria da qualidade do ensino público, que passa essencialmente pelo resgate do valor dos professores e combate à criminalidade nas escolas, depende também dos poderes executivo e legislativo municipais.

Os logradouros vizinhos das unidades de ensino, por exemplo, devem, na opinião de Vieira, receber cuidado especial. “Manter a iluminação adequada, as praças limpas e os jardins cuidados interfere diretamente no perfil de seus freqüentadores. A existência de bares nos arredores é outra coisa muito questionável. A legislação estadual proíbe esse tipo de estabelecimento a menos de 100 metros de distância das escolas, mas é preciso que isso seja regulamentado no município”, expôs, num recado explícito às autoridades locais.

Estabelecimentos já aparelhados

Ada Cariani Avalone - alarme Arminda Sbríssia - alarme Ayrton Busch - alarme Azarias Leite - alarme Carlos Chagas - alarme Carolina L. Almeida - alarme Edilson Gasparini - alarme Ernesto Monte - alarme Franscisco A. Brizola - alarme João Maringoni - circuito de TV e alarme José A. Guedes de Azevedo - alarme Marta Barbosa - circuito fechado de TV Plínio Ferraz - alarme Rodrigues de Abreu - alarme Santa Edwirges - alarme Stela Machado - circuito de TV e alarme Vera Campagnani - circuito fechado de TV Walter Melchert - circuito de TV e alarme

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