Política

Câmara vota crédito adicional e veto

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

A Câmara Municipal vai votar na tarde de hoje os vetos do prefeito Nilson Costa (PPS) no projeto de lei que criou a Fundação de Previdência dos Municipiários (Funprev). Os vereadores também vão apreciar proposta do Executivo que eleva o limite para abertura de créditos adicionais suplementares de 30% para 50%.

O vereador Toninho Garmes (PSDB), relator da Comissão de Justiça, Legislação e Redação, concorda com parte dos vetos propostos pelo prefeito, mas adverte que alguns dos artigos impugnados criam um “vazio” na transição entre os regimes e dificulta a instituição da fundação.

O projeto que eleva o limite para abertura de créditos adicionais da administração também deverá render polêmica na reunião legislativa de hoje. Atualmente, o prefeito tem liberdade para remanejar até 30% do orçamento anual do município.

A proposta enviada por ele à Câmara aumenta de 30% para 50% a abertura de créditos adicionais. Se os vereadores aprovarem o projeto, isso quer dizer que Nilson poderá remanejar entre as secretarias até R$ 80 milhões do orçamento deste ano, que poderá chegar na casa dos R$ 160 milhões.

“Vou votar contra. É muito dinheiro para ficar solto em pleno ano eleitoral”, diz o vereador José Clemente Rezende (PSB). Ele também acha estranho o prefeito pedir a suplementação nesta época do ano. “Geralmente essa solicitação ocorre em outubro, novembro.”

A vez de Israel

O cônsul de Israel em São Paulo, Medad Medina, vai visitar a Câmara Municipal na tarde de hoje. Ele vai explicar aos vereadores a posição oficial de seu país sobre o conflito com os palestinos.

Há pouco mais de duas semanas, o embaixador da Autoridade Palestina no Brasil, Musa Amer Odeh, também usou a tribuna do Legislativo para denunciar a agressão do Exército israelense a seu povo.

À noite, Medina faz palestra na Universidade do Sagrado Coração (USC), a partir das 19h30, abordando o mesmo tema. Aos 56 anos de idade, Medina é natural do Marrocos.

Imigrou para Israel em 1956. Foi vice-cônsul em Bombaim, na Índia, e primeiro-secretário da Embaixada em Manila, Filipinas.

Pesquisador sênior do Centro de Pesquisas Políticas no Ministério das Relações Exteriores de Israel, também foi primeiro-secretário no Ministério das Relações Exteriores de Israel para assuntos asiáticos e cônsul em Houston (Texas), nos Estados Unidos.

Atuou como vice-diretor do Departamento de Assuntos Religiosos no Ministério das Relações Exteriores de Israel e como diretor do Departamento Econômico do Centro de Pesquisas Políticas do mesmo órgão.

Foi embaixador no Equador. Em 1963, como capitão do Exército de Israel, comandou uma unidade blindada (tanques) na península do Sinai durante a Guerra dos Seis Dias. Em outubro de 1973, também como capitão de exército, comandou unidade blindada na península do Sinai durante a Guerra do Yom Kipur.

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