Tem razão o sr. Rubens quando reconhece que a OAB é uma entidade respeitada pelas posições sérias e equilibradas que adota. Exatamente por este histórico, jamais poderia a OAB calar-se e omitir-se diante da morte de oito bauruenses, vítimas das erosões e buracos das ruas de nossa cidade, tragédias que seriam evitadas se não fosse o descaso, a omissão e a negligência do Executivo local, ao não efetuar as obras públicas necessárias à segurança da população.
A OAB é respeitada exatamente porque seus integrantes não medem esforços para defender os interesses da sociedade em temas de relevância, mesmo que seja para enfrentar os poderosos de plantão.
É enfadonha a estratégia do sr. Rubens atacar minha pessoa, como coordenador da Comissão de Direitos Humanos da OAB, para desviar a atenção da incapacidade do Governo Nilson Costa, reconhecida pelo sr. Rubens, resolver o problema do abandono de nossas vias públicas, principalmente nos bairros periféricos, onde cidadãos correm riscos diários com os buracos. Seu programa de recape se dá somente “onde o padre passaâ€, o que foi constatado por nossa Comissão de Direitos Humanos e relatado ao Ministério Público.
Portanto, ao invés de me atacar, como de outras vezes, que apresentem ao MP um projeto de recuperação e um calendário de obras para nossas vias públicas, a fim de evitar-se mais desgraças como as que aconteceram. A inércia é que irrita a população.
Por outro lado, não é da alçada do Sr. Rubens, o qual nem conheço, lançar-me candidato a deputado pelo PSTU. Somente ao partido e à mim, como cidadão em pleno gozo de meus direitos, cabe aceitar ou não o árduo compromisso de uma candidatura socialista.
Não precisei de mandato, enquanto militante do PSTU, para combater a corrupção que se instalou em nossa cidade, quando ocorreram intermináveis reuniões com a sociedade organizada, nas quais jamais constatei a presença desse sr. Rubens.
Quem me conhece sabe que lutar em defesa dos trabalhadores e dos interesses coletivos faz parte do meu dia-a-dia, e não preciso de mandato parlamentar ou integrar a OAB para fazer o que faço. Bastam companheiros de luta, e isto temos bastante. (Sandro Luiz Fernandes - Advogado OAB/SP 105.702)