Política

Concessionárias se unem em associação

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

As empresas que operam no sistema de transporte coletivo urbano na cidade vão se relacionar com o Poder Público Municipal através de uma associação. As concessionárias Grande Bauru, Cidade Sem Limites e Baurutrans formalizaram a criação da Associação das Empresas de Transportes Urbanos de Bauru (Transurb) para discutir em grupo as questões relacionadas ao setor.

O principal objetivo da Transurb, segundo Paulo Bongiovani, diretor da Grande Bauru, será o de reduzir custos e buscar consenso para a discussão dos principais problemas no segmento. “Não é novidade que, juntos, os grupos, sindicatos, entidades e outros ramos de atividade produzem melhores resultados. Queremos instalar em Bauru este ambiente, de discussão coletiva entre as empresas, os usuários e o poder concedente”, diz.

A presidência da associação ficou com a empresa que detém o maior volume de serviços no setor. O gerente da Grande Bauru, José Antonio Jacomelli, opera a metade do sistema com a empresa e coordena o grupo. José de Mello Nazoni, gerente da Baurutrans, é o tesoureiro e Antonio Carlos Rosa, encarregado de compras da empresa Cidade Sem Limites é o primeiro secretário da Transurb.

Paulo Bongiovani ficou com a segunda secretaria, mas é empresário que tem maiores relações com os sócios-proprietários das holdings que controlam as empresas. “Todas as cidades onde operam mais de uma empresa criaram as associações e isso deu certo. A Transurb será o fórum de discussões com a Prefeitura, a imprensa e o sindicato”, amplia.

A associação vai proporcionar redução de custos em algumas operações. “Vamos buscar reduzir custos com o trabalho conjunto de rendição, a troca de motoristas e cobradores em turnos em um único escritório. Vamos unificar campanhas publicitárias e anúncios institucionais e comerciais na imprensa e podemos discutir a divisão de despesas com outras atividades”, adianta Bongiovani.

A Transurb já tem suas primeiras pautas com o poder concedente. “Queremos integrar as discussões sobre alterações de linhas e itinerários, discutir e acelerar o processo de remodelação do sistema, a bilhetagem e os desejos do usuário. Vamos buscar uma demanda reprimida que ainda não utiliza os circulares. Para saber quantos carros podem e devem deixar de circular do centro precisamos realizar pesquisa de opinião e analisar com a administração os dados”, menciona.

A associação também vai funcionar como um órgão de discussões de temas mais polêmicos, como futuros pedidos de alteração na tarifa e reajustes de salários da categoria. Antes disso, a Transurb quer acelerar o processo de remodelação do sistema. “Acreditamos que as alterações possam ser graduais mas que não seja necessário esperar dois anos. O sistema atual não é o ideal nem para o usuário nem para as empresas, porque o custo se torna elevado pela sua irracionalidade”, cita Bongiovani.

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