Estamos presenciando um tipo de terrorismo eleitoral contra um candidato, algo inaceitável. Que papo mais besta esse de que, ou o próximo presidente do Brasil assegura a continuidade da política atual, ou o País corre o risco de quebrar. Alguns membros do atual governo têm a coragem de vir a público declarar: “depois do pleito continuaremos no caminho certo? Estão interferindo no processo eleitoral em falas desprovidas de lógica.
Puro descaramento. Que raio de “caminho certo†será esse que nos levou para a atual situação em que nos encontramos e ainda querem induzir que esse é o melhor caminho. O País está mais pobre, a renda mais concentrada, as dívidas só aumentaram e a dependência externa é quase idêntica a que meu cão tem para comigo. Até onde eles querem nos levar? Tenho certeza de que os motivos de preocupação são exatamente o contrário, sendo provenientes das políticas seguidas desde 1995.
Quer queiramos ou não, nosso País está mais do que quebrado. só está em pé por causa dos auxílios do FMI e do Banco Mundial, tanto que eles continuam impondo programas de governo, seguidos religiosamente pela turma do FHC. Tudo com indução do governo dos EUA, que ainda acha interessante continuar injetando um certo capital por aqui. Agora, se os tais credores quiserem vir buscar o que devemos (sic), estamos danados e não temos mais como esconder isso de ninguém. Isso independe de uma vitória da oposição ou do candidato do Alvorada. Efeitos globalizantes.
Já passamos da fase do Risco Brasil, estamos é pendurados na ponta de uma corda, com algumas instituições financeiras de especulação segurando a outra ponta da corda. Até quando vão segurar, não é sabido. E esse risco vai continuar com qualquer candidato ganhando o pleito. Portanto, não devemos acreditar que tudo será um paraíso com a permanência da situação. A solução é somente uma: se já tivemos condições de dar um fim no regime de escravidão, por que não abolir o FMI e o Banco Mundial? Afinal, eles nunca estiveram interessados em nos ajudar. Só nos querem cada vez mais dependentes. (Henrique Perazzi de Aquino - RG. 9710205-2)