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Editorial

Da Redação
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Em reportagem da Agência Estado publicada na edição de 24 de maio do JC, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, disse que a retomada do Proálcool está nas mãos do setor açucareiro e alcooleiro. Afirmou, ainda, que o governo não está disposto a fornecer os subsídios do passado e exigirá garantias de que, na hipótese de uma eventual alta do preço internacional do açúcar, não haverá desvios na produção do álcool.

Segundo Amaral, existem dois desafios para a retomada do programa. O primeiro seria estabelecer um equilíbrio entre a produção de álcool e de açúcar para atender o mercado interno. O outro é o de garantir a competitividade do preço do álcool em relação ao da gasolina.

Já as montadoras afirmam que a retomada da produção de carros a álcool só será efetiva se for acompanhada de uma política estável para o uso do combustível, além de preços diferenciados. Em comparação com a gasolina, um carro utiliza em média 25% a mais de álcool e o preço do combustível deveria, no mínimo, ter esse diferencial para ser atrativo.

“Não estamos pedindo nenhum benefício, mas o ressurgimento do carro a álcool vai estar condicionado a uma vantagem para o consumidor, do contrário não será atrativo”, disse um representante da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

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