Saúde

Fungos: Entre o bem e o mal

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 3 min

Os fungos estão por todos os lugares: no chão, nos objetos, na grama, nas roupas e também no organismo das pessoas. Eles fazem parte do meio ambiente em que o ser humano vive e, alguns desses “bichinhos” microscópicos, são nocivos à saúde do homem causando doenças que podem perdurar por muito tempo.

As pessoas que já têm uma predisposição aos fungos, quando passam por uma queda de resistência do organismo, poderão desencadear as doenças originadas por esses seres. Alguns fungos convivem com o ser humano e não causam nenhum tipo de problema. Para que possa surgir uma doença por fungo, esses seres precisam de um lugar quente e úmido, por isso a higiene é fundamental na prevenção desses problemas.

Os fungos não fazem parte do reino animal, nem do reino vegetal. Esses seres microscópicos estão presentes na fabricação de queijos e também de produtos industriais. Eles mofam pães, estragam sapatos e tingem paredes com manchas verdes. Também são fontes de remédios, sobretudo antibióticos. Mas apesar de todo esses benefícios, os fungos são provocadores de doenças.

Como estão em qualquer parte, todas as pessoas ficam expostas aos fungos. Quando eles encontram condições favoráveis, como a umidade e o calor, se reproduzem e podem iniciar uma infecção, resultando numa lesão superficial ou profunda.

Os fungos foram os primeiros seres a ter vida na Terra. Possuem uma diversidade muito grande, chegam a 230 mil espécies, sendo que 100 causam doenças. São muito diferentes de todos os outros seres do planeta que, depois de muita controvérsia sobre sua classificação, acabaram considerados como um reino à parte na natureza. Os fungos crescem tanto em organismos vivos quanto nos mortos e são cada vez mais cobiçados para ajudar empresas brasileiras no controle de qualidade de produtos industrializados.

Nos alimentos

Um queijo embolorado não é, necessariamente um queijo estragado. Pelo contrário: o sabor dos queijos roquefort, gorgonzola e camembert depende do trabalho dos fungos. No dois primeiros tipos, o gosto picante e o forte aroma somente são obtidos por meio da perfuração de suas massas já prontas, onde são introduzidos bolores que ali se desenvolvem com a presença de ar.

Os queijos camembert passam por um banho de imersão numa solução de mofo para chegarem à textura cremosa característica. Crescendo de fora para dentro de cada queijo, os fungos formam na parte externa aquela fina superfície dura e branca. Tanto as manchas verdes quanto a película branca são muito diferentes do bolor de um queijo estragado.

Além dos queijos, os fungos fazem parte dos iogurtes, leites fermentados, entre outros alimentos. Antes de chegar à mesa, vários alimentos podem ter contato com fungos ainda na lavoura.

Antibiótico por acaso

“Enquanto alguns fungos provocam espirros, outros salvam vidas. Prova dessa benevolência dos membros do reino Fungi é a descoberta que o bacteriologista Alexander Fleming (1881-1955) fez em 1928. Ele trabalhava num laboratório em Paris, na França, quando descobriu um ser alienígena desenvolvendo-se no meio das bactérias Staphylococcus com as quais realizava pesquisas. Em vez de ficar irado com o intruso, Fleming decidiu estudá-lo e o identificou como sendo esporos do fungo Penicillium notaram que estavam “acidentalmente” inibindo o desenvolvimento das bactérias. Ele acabava de descobrir a penicilina, o primeiro de uma série de antibióticos que revolucionaram a Medicina.”

(Fonte: Fundação Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro)

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