Um casal foi indiciado pela polícia, anteontem, sob acusação de maltratar uma criança de 2 anos. A menina, que seria sobrinha dos acusados e segundo o Conselho Tutelar de Bauru, estava em estado de abandono e bastante machucada.
De acordo com a presidente do Conselho Tutelar de Bauru, Darlene Martins Tendolo, uma pessoa teria ligado para a entidade dizendo que uma criança estava sendo espancada por um casal, em uma residência do Núcleo Nobuji Nagasawa (Bauru 2000).
A conselheira foi até o endereço indicado junto com policiais militares. “Nós fomos muito mal recebidos na casa. Os moradores chegaram a desacatar os policiaisâ€, conta.
A presidente do Conselho Tutelar salienta que, no momento em que chegaram ao local, a menina não estava sofrendo agressão física. No entanto, ela estava muito machucada, com hematomas por todo o corpo, marcas de cinta na perna e com a boca ferida.Além disso, apresentava sinais de abandono.
“A criança estava bem maltratada, descalça, sem agasalho, muito magra, suja e famintaâ€, descreve Darlene.
O casal, embora tenha resistido à autuação, foi levado para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para prestar depoimentos. A criança deverá passar por um exame de corpo delito para confirmar as agressões.
De acordo com a delegada da DDM, Rejani Borro Tiritan, os acusados são tios da menina. A mãe estaria desaparecida. “Eles contaram que a mãe da criança some por uns tempos, depois aparece de novo e sempre deixa a menina com elesâ€, salienta.
O casal teria dito para a delegada que as escoriações e os hematomas da criança seriam resultado de uma queda e alegaram que não maltratam a menina.
No entanto, Rejani diz que as informações fornecidas pelos dois não coincidem. “Cada um fala uma coisa. As informações estão desencontradasâ€, explica.
A delegada confirma que a menina apresentava sinais de abandono e maus tratos.
Como medida de emergência, a DDM retirou a criança da casa dos acusados e a deixou temporariamente sob os cuidados do Conselho Tutelar.
O casal, que não possui a guarda da menina, foi indiciado por maus tratos no inquérito policial e liberado em seguida, já que não foi feito flagrante das agressões.