O reajuste de 9,2% no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, autorizado pela Petrobras na quarta-feira, fez com que a procura pelo produto tivesse um ligeiro aumento nos últimos dias em Bauru.
O novo valor colocado pela estatal - o terceiro esse ano - elevou o preço do botijão de 13kg do GLP, em média, de R$ 27,00 para R$ 29,00 na cidade.
Segundo Luís Carlos Afonso, gerente comercial de uma revenda da Ultragaz e ex-presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás do Interior do Estado de São Paulo, como a Petrobras tem a obrigação de divulgar com 48 horas de antecedência do aumento do combustível, as pessoas sempre correm para comprar o GLP com o preço antigo.
Em sua revendedora, Afonso estima que as vendas tenham aumentado em até 30% nos últimos dias. De acordo com Wilson Albano, vendedor de uma revenda da Liquigás, o movimento desde o anúncio do novo preço foi “muito forte†na sua loja, embora ele não calcule de quanto foi esse aumento. â€œÉ comum acontecer isso quando o preço sobeâ€, comenta.
A procura diminuiu muito sábado de manhã, segundo Albano, que ainda estava vendendo os botijões com o preço antigo por não ter a nova tabela da distribuidora.
Já para o revendedor da Supergasbrás, Denis Guedes Toledo, a procura desde a quarta-feira existiu mas não foi tão significativa como a de outras vezes. “Acho que é por causa do fim do mês ou do feriado no meio da semanaâ€, arrisca.
Exagero
O aumento do gás - para realinhar o preço da Petrobras com o do mercado internacional, segundo a empresa - não agradou em nada a população. Para a dona de casa Cristina D’Avila, o gás deveria ter o seu preço controlado pelo Governo. â€œÉ impossível viver desse jeito.
Daqui a pouco não vai dar mais para fazer comida em casaâ€, reclama. O pintor Carlos Camilo Souza, também é contra o aumento do combustível. Pai de três filhos, ele conta que na sua casa, um botijão de gás dura um mês exato. “O preço já estava alto, agora fica pior ainda porque todo mês tem que comprar gásâ€, diz.
Camilo e D’Avila não aproveitaram os últimos dias para fazer um estoque de GLP porque estavam sem dinheiro. O comerciante Alceu Santos Camarinha aproveitou a última sexta-feira para comprar um botijão reserva com o preço velho, mas não deixou de reclamar. “Comprei para economizar um pouco, a gente nunca sabe quando ‘eles’ vão inventar um aumento para cima da genteâ€, disse.