Política

Nilson Costa pede perícia à Câmara Municipal

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O prefeito Nilson Costa (PPS) também será levado a julgamento pela Câmara pela rejeição das contas de 1998. O atual chefe do Executivo assumiu a prefeitura por três meses a quatro dias naquele ano. Nilson solicitou à Câmara Municipal a realização de perícia contábil para argumentar que, no curto espaço de tempo, não ampliou o endividamento do município na época.

A defesa do prefeito é realizada pelo advogado Valdomir Mandaliti. Ao contrário de Izzo, o atual prefeito defende a separação da análise entre os períodos em que ambos administraram a cidade, em 98. Porém, Nilson sustenta que, em razão da gestão temporária, o Legislativo deve apontar concretamente as ações que levaram à rejeição das contas em relação a seu governo. Para o atual prefeito, a falta de delimitação da denúncia provocaria cerceamento da defesa e nulidade.

Nilson pretende demonstrar que não agravou a situação financeira da prefeitura no período em que esteve no cargo. A defesa faz uma abordagem prévia citando que de setembro a novembro de 98 a administração arrecadou R$ 28.391.322,53 e gastou R$ 28.211.559,29. “O que demonstra que gastou menos que a arrecadação que tinha disponível. O prefeito nesse curto espaço de tempo não exorbitou nos gastos, mas apenas cuidou de manter a administração funcionando”, cita.

A defesa combate que os atos de endividamento do município não ocorreram no período em que Nilson assumiu, mas anteriormente. Além disso, ele quer demonstrar aos vereadores que a dívida não cresceu na fase transitória. “O déficit financeiro veio de administrações anteriores. A administração viveu um clima de insegurança, o pagamento dos funcionários estava atrasado, o município altamente endividado e com fornecedores recusando-se a entregar materiais”, lembra.

Para reforçar a tese dos números a seu favor, Nilson pede que a Câmara colha o depoimento do ex-secretário de Finanças, Raul Gomes Duarte Neto, e de outros integrantes da administração. A consultoria jurídica do Legislativo está analisando as solicitações.

Nilson Costa também atribui o caos administrativo ao seu ex-parceiro político, Izzo Filho. “A Promotoria recebeu denúncias sobre irregularidades, a imprensa estampava a denúncia de propina, a Câmara instaurou comissão processante contra Izzo Filho e houve grande tumulto na cidade”, cita em suas alegações o atual prefeito, fazendo referência a várias denúncias contra Izzo.

Já o TCE apontou, no julgamento das contas, que Nilson Costa repetiu erros e teve novo parecer desfavorável às contas em 1999. A Prefeitura tenta reverter esta situação com recurso ainda em tramitação.

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