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Interceptores e coletores custarão R$ 22 milhões

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Só a instalação de 53 quilômetros de interceptores e coletores-tronco em onze microbacias está orçada em R$ 22 milhões, de acordo com Nucimar Dolores Borro Paes, diretora da Divisão de Planejamento do Departamento de Água e Esgoto (DAE). Somando a estação de tratamento, o valor estimado da obra é de R$ 57 milhões. O coletor é uma tubulação que conduz o esgoto até a estação de tratamento.

Pelo projeto do DAE, serão instalados interceptores e coletores-tronco nas bacias dos córregos Água da Ressaca, Água do Sobrado, Água da Forquilha, córrego da Grama, Água do Castelo, ribeirão das Flores, Água Comprida, ribeirão Vargem Limpa e rio Bauru.

Já nas bacias do córrego Água do Castelo, do rio Bauru, córrego Água Comprida, córrego Vargem Limpa, córrego do Guadalajara e córrego Barreirinho, que já contam com coletores, o diâmetro da tubulação terá que ser ampliado. A partir daí a próxima etapa é a construção da estação de tratamento de esgoto, para receber todo o detrito canalizado, explica Nucimar.

O projeto aprovado pelo DAE é de uma única estação de tratamento, localizada no Distrito Industrial 1, e que foi projetada para atender Bauru até 2022. A tecnologia escolhida para fazer o tratamento de esgoto foi o UASBS seguidos de filtros biológicos submersos (veja mais no quadro).

De acordo com Nucimar, essa tecnologia não usa nenhum produto químico para tratar o esgoto. “Todo processo de decomposição e fragmentação da parte sólida do esgoto é feito por bactérias. E esse sistema tem a vantagem de ter o menor valor de operação”, frisa.

A expectativa, de acordo com Nucimar, é que ao final do processo a água esteja com 85% de pureza. O lodo resultante do tratamento do esgoto terá que ser desidratado e enviado ao aterro sanitário. O projeto prevê, de acordo com Nucimar, a construção de mais um reator, um filtro e um decantador a partir de 2008.

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