A Polícia Civil de Bauru já não tem dúvidas de que há ligação entre as mortes do calheiro Luiz Carlos Caldeira, cujo corpo foi achado numa estrada rural em Kirilândia, e de Rogério Batista da Silva, assassinado em frente a um bar no Núcleo Geisel, ambas no mesmo dia, 14 de maio último. Para J.J. Cardia, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Silva foi morto para não revelar informações sobre o assassinato de Caldeira.
Como resultado da investigação, foram indiciados dois rapazes, acusados de envolvimento nos crimes. Trata-se de Cláudio Luiz Matos da Cunha, conhecido como “Talâ€, que teria disparado contra Silva, em frente ao bar de sua propriedade, e que está preso preventivamente. O outro é Jurandir da Silva, conhecido por “Xerémâ€, cuja prisão preventiva está decretada - ele está foragido.
Cardia conta que continua investigando ambos os casos, para saber o motivo dos crimes. “Segundo foi apurado, Silva é alcoólotra e residia em um sítio em Kirilândia, onde Caldeira foi encontrado morto na tarde do dia 14. Silva foi visto no local do crime junto com dois desconhecidos e à noite teria sido levada para o bar no Geisel, localizado na esquina das ruas Alziro Zarur com Pedro de Campos, por Xerémâ€, conta.
Na rua, em frente ao bar, Silva, que só foi identificado no dia seguinte, foi morto a tiros. Na investigação, a Polícia Civil apurou que o autor dos disparos foi “Tal†e que ele, assim como “Xerémâ€, estive no local em que Caldeira foi morto. “Diante dessas constatações, concluímos que Silva foi morto para encobrir o primeiro homicídioâ€, diz o delegado.
As investigações continuam para apurar o motivo dos dois crimes e localizar a arma. Como nada de Caldeira foi roubado - o carro e pertences foram achados junto ao corpo - a suspeita é que tenha sido motivado por vingança.
O corpo do rapaz apresentava onze ferimentos de entrada e saída de arma de fogo e sinais de esfaqueamento. Além disso, o laudo revelou que ele foi morto de joelhos, o que reforça a hipótese de execução.