Política

Licitação para Nações começa na 3ª

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

A Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) iniciará na próxima terça-feira o processo de licitação para a contratação do projeto técnico de drenagem de águas pluviais da avenida Nações Unidas e adjacências. Três empresas se apresentaram à visita técnica realizada pela Seplan ao local, no último dia 29.

Estima-se que o projeto técnico deverá custar cerca de R$ 35 mil. De acordo com o processo, as empresas de engenharia têm até a próxima terça-feira, dia 11, para apresentarem suas propostas.

Nesse mesmo dia, a comissão de licitação da Prefeitura de Bauru abrirá os envelopes para iniciar o processo de qualificação dos participantes.

A partir da assinatura do contrato para a prestação do serviço, a empresa vai ter 60 dias para apresentar os estudos e a proposta de projeto para a drenagem da avenida Nações Unidas e região.

Essa área da cidade sofre de inundações e enchentes na época das chuvas - entre dezembro e março -, provocando empilhamento de veículos, danos na capa asfáltica e até mesmo mortes.

A empresa vencedora da licitação terá que fazer levantamento topográfico da bacia do córrego das Flores - cujo leito canalizado está sob a avenida Nacões Unidas -, sondagens em alguns pontos da área, como no Vitória Régia e no viaduto da Ferrovia Bandeirantes S/A (Ferroban).

O levantamento resultará em um relatório com alternativas e custos. A intenção da administração é escolher a saída mais barata para resolver o problema e a que envolve menos desapropriações.

A implementação da obra ainda não tem estimativa de custos, mas acredita-se que a Prefeitura de Bauru terá que desembolsar até R$ 1 milhão para viabilizar o projeto. Se o projeto de drenagem aproveitar a área do anfiteatro Vitória Régia, o gasto poderá ficar abaixo de R$ 1 milhão.

É a primeira vez que a Seplan organiza um edital de licitação nesse modelo. Para evitar equívocos, técnicos da secretaria realizaram consultas em várias prefeituras, dentre as quais a de Santo André, onde foram conhecer de perto obras do mesmo perfil.

Alternativas

A primeira proposta que surgiu para solucionar o problema de enchentes na avenida Nações Unidas apontou a construção de um piscinão no Anfiteatro Vitória Régia, aproveitando o lago que cerca a área.

A solução não foi bem aceita por vários segmentos do município e foi motivo de críticas por parte do arquiteto Jurandyr Bueno Filho, responsável pelo projeto e implantação do Vitória Régia.

A solução apresentada não foi digerida facilmente. Ela mexe com o principal cartão postal da cidade. O barramento ficaria seco na maior parte do ano, com o piscinão enchendo duas ou três vezes no período das chuvas.

Há uma outra alternativa. Ao invés de se fazer o barramento de cinco ou seis metros de altura, o lago do Vitória Régia seria aproveitado como um todo para acolher as águas pluviais. Com isso, sua cota de armazenamento subiria entre um e dois metros, o que provocaria a inundação de alguns degraus da arquibancada do anfiteatro.

O lago inundaria em determinados dias da época de chuvas e seria limpo em seguida. Ainda existe a alternativa de se fazer uma obra enterrada, ou seja, debaixo da avenida Nações Unidas, que terá um custo maior.

Também pode-se viabilizar uma outra tubulação do Vitória Régia até o rio Bauru, calha de escoamento das águas pluviais da cidade. Essa opção, porém, aumentará a quantidade de águas pluviais que será encaminhada para a calha do rio Bauru, o que poderá agravar o seu problema de vasão.

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