O deputado federal Milton Monti (PMDB), de São Manuel, ainda acredita que a cúpula do PSDB paulista vai se render a uma coligação com os peemedebistas. A semana que vem será decisiva para resolver a situação, já que a convenção nacional do PMDB está agendada para o dia 15, sábado.
Para o deputado, seria “interessante†que a aliança que deverá se concretizar em nível nacional entre o PSDB e o PMDB também fosse repetida em São Paulo. Mas a exigência dos peemedebistas para apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) poderá custar caro ao partido.
O ex-governador Orestes Quércia (PMDB) diz a interlocutores próximos que está disposto a selar a coligação, mas quer em troca as duas vagas do PSDB ao Senado. E, até o momento, as duas já estão comprometidas: uma deve ser ocupada pelo deputado federal José Aníbal (PSDB-SP), presidente nacional da legenda, e a outra pelo senador Romeu Tuma, em acordo previamento fechado com o PFL paulista.
Quércia também estaria exigindo a indicação do vice de Alckmin. As especulações não são comentadas pelo governador. Nesse contexto, aparece o nome de Milton Monti. O deputado confirma que já chegou a ser sondado por interlocutores tucanos, mas a conversa foi preliminar e não avançou.
A aproximação dos dois partidos já é visível no Interior. Nas últimas semanas, Monti tem acompanhado Alckmin nos eventos oficiais do Governo do Estado. Ontem, em Bariri, durante entrega de um lote de dez microônibus escolares, o peemedebista chegou a discursar ao lado do governador.