Entrelinhas

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• Investimento

O pré-candidato a governador pelo PV, Antonio Fernando Pinheiro Pedro, está investindo na sua candidatura. Um informativo de seu escritório de advocacia, intitulado “Ambiente Legal”, circula por todo o Estado com matéria sobre o meio ambiente. Pinheiro é especialista em direito ambiental.

• No altar

O governador Geraldo Alckmin aproveitou a visita a Bariri, ontem, para rezar e fazer três pedidos - não revelados - na igreja matriz da cidade. O lado caipira do governador - ele é de Pindamonhangaba - tem sido utilizado nos seus discursos e tem atraído a simpatia da população. Calvo, Alckmin ficou feliz ao ganhar um chapéu modelo Indiana Jones.

• Nada de vice

Questionado sobre a questão do seu vice, o governador desconversa. “Ainda não saiu a fumacinha branca”, brincou. Mas já há nomes nos bastidores: Walter Feldman (PSDB), presidente da Assembléia Legislativa; e Arnaldo Madeira (PSDB), deputado federal. Alckmin não confirma nenhum dos dois nomes, uma vez que a vaga pode ser ocupada, também, por um político de outro partido aliado.

• Monti cotado

Outro nome que corre por fora é o do deputado federal Milton Monti (PMDB), de São Manuel. Ele é lembrado no contexto de uma possível coligação entre o PSDB e o PMDB. Ontem, em Bariri, Monti não só discursou no palanque tucano como se manteve ao lado do governador durante todo o evento. O peemedebista não esconde as articulações que estão em andamento.

• Sem ficha, sem chapa?

O vereador Milton Dota Jr. (PTB) terá dificuldade para ser candidato a deputado federal pelo partido. Depois de publicação de nota na coluna, sobre sua filiação, integrantes da legenda procuraram o cartório eleitoral local para checar a informação. A ficha não foi encontrada. Um petebista confidenciou que esqueceram de entregar o documento. Se lançado pela chapa do partido, Dota Jr. terá que pedir a homologação da candidatura em recurso.

• Reconheceu

Um dirigente da Malha Ferroviária Paulista reconheceu que está emperrado o processo de transferência de escritura da área do Horto Florestal para o Estado. A Procuradoria Geral reclama que não tem instrumentos para combater a invasão ilegal das terras sem a escritura. O setor de patrimônio da extinta Fepasa diz que vai resolver a questão, só não fala em quanto tempo.

• Bens públicos

Qualquer cidadão de bom senso e responsável sabe que o patrimônio público deve ser cuidado, observado e vigiado. Porém, o Brasil do novo século ainda produz inúmeros casos preocupantes. O Estado recebeu da antiga Fepasa glebas de terra como pagamento de dívida da ferrovia com o Banespa. Mas até hoje o Estado não tem a posse das terras.

• Irresponsabilidade

O procurador geral do Estado, Elival Silva Ramos, disse, na edição de ontem do JC, que as áreas do Horto Florestal ainda não são de posse do governo porque a documentação ainda não foi concluída. A manutenção do problema há dois anos está gerando ocupações ilegais de imensas áreas públicas, através de grileiros e oportunistas de plantão.

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