Tribuna do Leitor

João Angelo III


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Citarei o João Angelo II (Valores distorcidos), como base para este artigo que terá a finalidade de dar mais ênfase ao propósito que me levou a escrever essa série de artigos. Seu ponto de apoio fica centrado na idéia do “o homem faz parte da natureza (João Angelo II)”, quando falo que todo homem desrespeitado em seu habitat tem uma resposta pronta e acabada para determinada situação, não estou lhe reduzindo ao comportamentalismo, mesmo porque, muito antes dessa teoria ser elaborada, o homem já vivia o conflito do estímulo-resposta, o que o ser humano fez foi sistematizá-la, experimentá-la e comprová-la.

Minha grande preocupação não está em saber se o ser humano está mais próximo do direito natural de Rousseau ou de Hobbes, isto é, o ser humano nasce bom, mas é corrompido pela sociedade, ou ele nasce mau, e precisa que a sociedade estabeleça um estado para que lhe indique o caminho do bem.

Esse escalão de questionamento não pode ultrapassar a vida humana, afinal sem essa condição nem mesmo a grande filosofia existiria, quanto menos a ciência, pois, a matéria prima dessas construções está dentro da vida humana. Acredito que mesmo com as adversidades de Rousseau e Hobbes, eles não discordariam de um ponto em comum, a questão da preservação da “dignidade humana”, essa é imprescindível para a preservação da espécie.

Então, o que temos que encontrar para essa questão não é avaliar qual a melhor teoria, mas fazer com que todos os seres humanos tenham o mínimo de sensibilidade em relação a vida do outro, e não só a respeito do não matar, pois não matamos uma pessoa apenas quando lhe tiramos a vida, matamos também quando não lhe damos o direito a entender que verde, não é apenas isso, mas é também a árvore; matamos também quando lhe tiramos o direito de sonhar acordado, e saber que isso não é ilusão, mas uma realidade em potencial, por isso seria muito bom pensarmos antes de qualquer opinião que venhamos dar a alguém.

Quantos sonhos você já matou na sua vida? Não queira realizar o seu com a morte do outro. Afinal, aquele que mata a esperança de alguém pensando que somente assim poderá realizar o seu, esquece que poderá não ter ninguém em sua platéia para assistir ao seu espetáculo, e atores como somos dessa vida, não teria graça nenhuma atuarmos para nós mesmos, ou não?

Quem tiver outra resposta, estou querendo aprender, só assim teremos matéria prima para construção da nossa humilde filosofia, e melhor ainda, darmos continuidade do público maior, a Vida. (Angelo Ricardo De A. Guarnieri - RG: 28.581.135-6)

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