Tribuna do Leitor

A Revolução de 1932 - 70 anos depois


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No dia 22 de maio de 1932, a Capital Paulista recebeu a visita do ministro da Fazenda, Osvaldo Aranha, a notícia correu rapidamente, os jornais e as estações de rádio transmitiam tal visita. O povo paulista foi para as ruas corajosa e espontaneamente, sem armas. Muita gente caminhou do Largo da Sé aos Campos Elíseos, quando surge no meio do povo Ibrain Nobre, que com a sua vibrante oração lidera a manifestação cívico-popular, a maior de que se tem na terra paulista, a grande massa humana em delírio toma o rumo da residência de Pedro de Toledo, que era o interventor do Estado, tendo sido aclamado e ele declarou que “ficava com o povo”.

No dia 23 de maio, continuaram as grandes manifestações populares contra a ditadura. À tarde, Pedro de Toledo critica as intromissões federais e organiza seu secretariado. O povo aclama os novos titulares, numa manifestação entusiástica sem precedentes. Nessa noite, infelizmente, uma ocorrência trágica enluta São Paulo, na Praça da República, tombaram quatro jovens, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Souza, Mario Martins de Almeida e Antonio Camargo Andrade, que legaram a sua terra a sigla heróica MMDC, marco significativo na história de São Paulo, era a Revolução em marcha.

A Revolução de 1932, no entendimento de muitos revolucionários, deveria ser chamada de 22 de maio, devido os acontecimentos havidos naquele dia. É de se ressaltar a mulher paulista, que estupenda colaboração deu à Revolta, não apenas trabalhando na retaguarda, como incentivando seus maridos, filhos e noivos a participarem da luta democrática. São Paulo rebelou contra o Poder Federal, objetivando uma Constituição para o País e a volta ao Estado de Direito. A luta revelou o valor e a capacidade do homem, não só no campo material, bem como nas improvisações e imaginação. Muitos bauruenses participaram da Revolução Constitucionalista de 1932, poucos estão vivos. O dia 9 de julho é feriado estadual e uma justa e merecida homenagem aos homens que lutaram bravamente pela democracia. (Oswaldo de Oliveira - relações públicas da Associação dos Inativos e Pensionistas da Caixa Beneficente da Polícia Militar)

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