As estatísticas da Polícia Rodoviária de Bauru confirmam a presença maciça de motoristas da cidade utilizando as auto-estradas como alternativa de acesso interbairros. Em 2002, 90% dos acidentes registrados nos trechos urbanos das rodovias envolveram veículos de Bauru. De janeiro até o dia 5 deste mês, foram 173 ocorrências, das quais 76 com vítimas.
O comandante de área da Polícia Rodoviária, sargento Elaíson Rodrigues, atribui os acidentes às diferenças comportamentais entre os motoristas que estão viajando e aqueles que apenas utilizam a pista para travessias curtas.
Segundo ele, as próprias condições psicológicas exercem influência. “Quem está ao volante em viagem reveste-se, na maioria dos casos, da atenção especial desejável para rodovias. Isso já não ocorre, com raras exceções, com aqueles que fazem da estrada uma avenida de alta velocidadeâ€, destacou.
Veículos em condições precárias e sem a devida revisão mecânica, falta de cinto de segurança e ausência de confiança ao volante são constantemente percebidos entre usuários urbanos que usam as rodovias.
“A pessoa esquece que andar na estrada é diferente de andar na rua ou numa avenida expressa, onde o trânsito é mais lento, tem semáforos e uma fluência controlada. Quando flagramos alguém sem cinto, logo ouvimos: ‘Não coloquei porque estava indo só até ali’. Uma vez na rodovia, você está sujeito aos riscos inerentes a ela, independente do trajeto ser curto ou não. Isso é freqüentemente desconsideradoâ€, alertou o sargento.
Quem depende das estradas para trabalhar ou chegar em casa ou mesmo quem insiste em utilizá-las para economizar tempo deve redobrar os cuidados. “Lembrar do cinto, esquecer o celular e agir como se estivesse numa longa viagem é essencial. Nos horários de pico (7h, 8h, 18h e 19h e 22h30, este último horário de trânsito intenso de universitários da Unip e Unesp), a atenção deve ser maior aindaâ€, recomendou Rodrigues.