Os resultados das análises de água e solo, coletados no mês passado nas imediações da Ajax, são aguardados para os próximos dias. Será com base nos laudos que os órgãos de saúde irão definir quais medidas - que podem chegar à desocupação da área - precisam ser tomadas.
As amostras de solo e água coletadas em Bauru estão sendo analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Apesar da Justiça ter derrubado a liminar que determinava a interdição do setor metalúrgico, a empresa não voltou a funcionar. O setor metalúrgico também foi interditado pela Cetesb, que exige o cumprimento de 27 itens para revogar a decisão.
De acordo com a assessoria de imprensa da Ajax, o setor metalúrgico continua com as atividades suspensas até obter nova autorização da Cetesb, em cumprimento a um termo de ajustamento de conduta assinado com o Ministério Público. Paralelamente, a suspeita de crime ambiental está sendo investigada pela Polícia Civil.
O delegado Dinair José da Silva, que conduz o inquérito, conta que o processo já está no quarto volume. Ele aguarda respostas aos ofícios que enviou a vários órgãos para concluir o inquérito.