Botucatu - Seis pessoas foram presas, entre elas um policial, em uma operação conjunta feita na noite de anteontem, em Laranjal Paulista, pelas Polícias Civil e Militar de Botucatu. O grupo é acusado de tráfico de drogas e de associação para esse fim. Com eles, os policiais encontraram drogas, armas, dinheiro e celular.
A operação começou por volta das 9h de anteontem e o flagrante só terminou pouco antes do meio-dia de ontem. Segundo o delegado Paulo Buchignani, da Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise) de Botucatu, as prisões foram o resultado de um trabalho de investigação que se arrasta há vários meses. Outras pessoas também devem ser detidas nos próximos dias, segundo adiantou o delegado.
Embora a operação tenha iniciado as 9h, as primeiras prisões só foram feitas por volta das 17h. Éder Veras de Souza, 22 anos, e Mariana Luvizoto Salto, 22 anos, foram presos em Tietê. De acordo com as informações da polícia, o casal seria o responsável pela guarda, transporte e distribuição da droga naquela região.
Em Laranjal Paulista, os policiais encontraram os demais suspeitos. Entre eles, estariam os supostos “chefões†do tráfico. Os líderes seriam Maurício Farias dos Santos, 27 anos, e Roberta Juliana Telles Rodrigues, 28 anos. Santos, segundo apurou o JC, seria policial militar.
Outro casal detido durante a operação foi Valdemar Ferreira de Oliveira, 47 anos, e Débora Romano, 23 anos. Ambos seriam responsáveis pela venda aos consumidores - as chamadas bocas-de-fumo.
Com os acusados, os policiais de Botucatu encontraram 236 papelotes de crack, embalados e prontos para a venda. Fora da embalagem estavam outras 100 gramas da droga.
A polícia achou também 2,2 quilos de maconha, 1 quilo de cocaína pura, quatro telefones celulares, três armas, sendo uma pistola e um revólver calibre 380 e outro com calibre 38. Foram apreendidos ainda R$ 636,00 em dinheiro (quantia parcial) e mais R$ 1,7 mil em depósitos. Parte da droga foi encontrada em Pereiras, uma pequena cidade situada entre Laranjal Paulista e Conchas.
De acordo com o delegado Buchignani, as drogas e armas foram levadas para a Dise de Botucatu e o dinheiro depositado em conta judicial, em nome do preso. Em caso de absolvição, o dinheiro é devolvido ao dono com juros e correção monetária. Se for condenado, o valor é confiscado pela União e vai para um fundo de combate ao tráfico de drogas.
Após a detenção, os envolvidos foram distribuídos para diferentes prisões. As três mulheres foram mandadas para Itatinga. Éder Veras de Souza e Valdemar Ferreira de Oliveira foram encaminhados para Botucatu, de onde seriam transferidos para Laranjal Paulista.
Maurício Farias dos Santos, por ser policial, foi levado para o presídio de Romão Gomes, em São Paulo.
De acordo com Buchignani, caso os acusados sejam condenados por tráfico, eles devem receber uma pena que varia de três a 15 anos de detenção. Se a acusação de associação para tráfico também for aceita, a pena pode ser aumentada em um terço.
Ao todo, participaram da operação 40 homens, entre civis e militares. Estiveram no comando, além de Buchignani, o delegado Valdomiro Milanezi, também da Dise; Tadeu Campos de Castro, chefe da Delegacia Seccional de Botucatu e os policiais militares capitão Renato de Almeida Resende e capitão José Luís Rubin.
De acordo com Buchignani, as investigações sobre o tráfico de drogas devem continuar e nos próximos dias novas prisões devem ser feitas. No entanto, o delegado não quis adiantar aonde será feita a próxima operação.