Iacanga - Uma decisão judicial, tomada na última segunda-feira, deu seqüência a mais um capítulo da conturbada história política de Iacanga. Depois de ter o alvará de funcionamento cassado pela prefeitura, um distribuidor de gás da cidade conseguiu na Justiça o direito de voltar a trabalhar.
Parado desde o fim do ano passado, Luiz Roberto Santo, proprietário da distribuidora Beto Gás, entrou com um mandado de segurança com pedido de liminar contra a ordem do prefeito Durvalino Afonso Ribeiro (PFL), que determinou o fechamento da distribuidora.
A ação judicial foi encaminhada na semana passada à 2.ª Vara Cível da Comarca de Ibitinga. Na segunda-feira, a juíza Rossana Teresa Curioni julgou procedente o pedido e, por meio de liminar, determinou a suspensão da interdição do estabelecimento.
No mesmo dia, Santo voltou a comercializar os botijões. Mas o prefeito já adiantou que pretende recorrer da decisão nos próximos dias. Durvalino disse que está juntando documentos para comprovar que o local não oferece segurança para o tipo de comércio que realiza.
Em sua decisão, a juíza aceitou a alegação do requerente de que a suspensão das atividades da empresa estaria prejudicando o sustento do comerciante e de sua família.
O comerciante utilizou ainda em sua defesa documentos que mostram que sua situação junto ao fisco federal, estadual e municipal estaria regular. Santo anexou também, em seu pedido, a licença expedida pelo Corpo de Bombeiros de Bauru, em 27 de dezembro último. Segundo o documento, a empresa preenche todos os requisitos legais para seu funcionamento.
Na opinião de Antônio Crepaldi dos Santos, cunhado do proprietário da empresa, a atitude do prefeito não passa de perseguição política. No entanto, ele não soube dizer qual seria o motivo para a suposta perseguição.
De acordo com ele, a empresa funciona há seis anos. Ou seja, desde o início da primeira gestão do prefeito Durvalino, em 1997.