Turismo

Esportes & natureza

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Luiz Borges, executivo de um banco internacional em São Paulo, não se intimidou em escalar uma das montanhas que cercam o Parque Torres del Paine, numa manhã nublada de outono.

Acostumado a viver num mundo econômico de pura adrenalina, Luiz se sente à vontade para a prática de esportes radicais, principalmente num lugar cercado de tanta natureza. Embora o inverno dificulte escaladas mais difíceis, na Patagônia chilena as expedições envolvem “trekking”, “rafting” e cavalgadas e contam com boa infra-estrutura e segurança para turistas de idades e preparo físico diferentes.

Os guias defendem que não há limites físicos para aproveitar a estada: cada qual encontrará o seu espaço, mesmo que optar por um safári de caminhonete.

As excursões, a cargo de pessoal especializado, são organizadas conforme o clima e o desejo dos visitantes. As opções oferecidas pelo explora en Patagônia incluem caminhadas até a Península do Lago de Grey, até o Glacial de Grey, passeio a cavalo até Laguna Verde, caminhada até as alturas Del Toro, passeio à região Norte do parque, com vista da Laguna Azul e churrasco em El Quincho, caminhadas até o mirador de Nordenskjöld, ao mirador Del Toro, pelas Cornisas, à Laguna Verde, ao Glacial do Valle Del Francés, passeio a cavalo até o cerco de granito do Valle Del Francês, e caminhadas arqueológicas e ao redor do Lago Sarmiento.

Para as expedições, aconselha-se o uso de parkas ou anoraks à prova d’água, calças compridas, botas de alta qualidade para hiling (de couro ou à prova d’água), boné, bloqueador solar e traje de banho.

Saindo a andar

O Parque Nacional Torres del Paine foi feito para quem gosta de andar. Afinal, a natureza é a palavra-chave da Patagônia, uma região tão particular do continente sul-americano.

Por todo lado, há montanhas exibindo nos picos mais altos, mesmo no verão, restos de neve e bosques repletos de “alerces”, uma espécie de pinheiro que colore as margens dos lagos em tons vermelho e amarelo.

O começo do mundo

O vento soprando, o sol dourando as montanhas e o silêncio absoluto são um convite ao “sair a andar”, como Pablo Neruda pregava a quem, pela primeira vez, colocasse os pés em solo chileno.

Além das plantas, outras paisagens são reveladas nos “trekkings”, envolvendo lagos, montanhas, riachos e até cachoeiras.

Longe de tudo

Quem gosta de metrópoles, shoppings centers, restaurantes, enfim, de vida urbana, deve esquecer a Patagônia chilena.

Lá, o destino é a natureza, uma viagem ao passado do homem e à origem do planeta. Um lugar onde se vê as geleiras do período glacial, fazendas com carneiros, gado Hereford, gansos selvagens, cascatas e lagos.

É um dos lugares mais peculiares e belos do planeta. E está aberto a todos - mochileiros e sedentaristas com sol, chuva, nevasca ou vento forte. O inesperado faz parte do programa, já que o objetivo não é o de chegar, mas o de estar a caminho.

Labirintos e canais

A parte que pertence ao Chile acentua drasticamente os caracteres da Cordilheira dos Andes. É lá que ela se encontra mais próxima do Oceano Pacífico, criando um labirinto inexplicável de fiordes, ilhas e canais paralelos na costa.

Esse fator geográfico faz a alegria dos aventureiros que, cada vez em maior número, partem para desbravar os 242 mil hectares do parque que recebeu o título de Reserva da Bioesfera.

Pumas e guanacos

Os animais vivem em liberdade no parque, protegidos por lei federal. A Patagônia é o “habitat” natural de 105 espécies diferentes de pássaros, incluindo nhandus, flamingos, bandurrias, condores, cisnes de pescoço negro, águias e loicas.

Também existem 25 diferentes espécies de mamíferos que vivem livremente nos planaltos e montanhas e imponentes pumas.

A flora inclui florestas de lenga e coigue, típicas da região, mas uma grande variedade de flores e arbustos também faz parte da rica vegetação.

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