A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo lançou, neste mês, a campanha estadual de vacinação contra a brucelose, como parte do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose - PNCEBT. Segundo o diretor do Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) em Bauru, Mauro Braga Mello, o programa torna obrigatória no Estado a vacinação de todas as fêmeas bovinas e bubalinas entre três e oito meses de idade.
De acordo com Mello, nessa faixa etária a população de animais chega a milhão. A vacinação é feita uma única vez e deve ser realizada somente por médicos veterinários. O objetivo do programa é baixar a prevalência e a incidência de novos casos da doença e criar, num futuro próximo, um número significativo de propriedades certificadas.
Vacina viva
O criador deverá solicitar o serviço de um médico veterinário para vacinar os animais em razão de tratar-se de uma vacina viva atenuada. Feita a vacinação, é preciso apresentar o atestado de vacinação emitido pelo médico no EDA. A apresentação do atestado ou do exame negativo de brucelose é obrigatória para a obtenção da Guia de Trânsito animal (GTA). “A guia permite que esses animais participem de eventos, cuja finalidade de comercialização seja a reprodução, e também para trânsito interestadualâ€, destaca Mello.
O criador poderá buscar mais informações no EDA, ou acessar o site www.cda.sp.gov.br para consultar a lista dos médicos veterinários credenciados para atuar no Estado. Já estão habilitados 1.480 profissionais.
Erradicação
De acordo com Mello, foi estabelecido um prazo, até dezembro de 2003, para cada Estado implantar em todo o seu território a obrigatoriedade de vacinação de bezerras contra a brucelose. Espera-se que, até dezembro de 2010, ao menos 75% da população de fêmeas adultas tenha sido vacinada entre três e oito meses de idade. Quando essa meta for atingida, a prevalência de brucelose deverá situar-se em níveis que permitam passar à fase de erradicação.
A doença
A brucelose é uma doença infecto-contagiosa crônica, causada por bactérias do gênero Brucella. Os animais mais freqüentemente infectados são os bovinos e bubalinos, mas a brucelose pode afetar outras espécies e também o homem. A doença pode provocar abortos, retenção de placenta, infecção uterina, artrites e inflamação dos testículos.
Nos animais, o contágio é feito através de contato direto com fetos, placentas, ingestão de pastagens ou água contaminadas por restos de parto ou abortos, sêmen, fezes, leite ou urina provenientes de animal infectado.
“Para o homem, a transmissão é feita através da ingestão de leite cru e derivados contaminados, fetos abortados, restos de placenta, carne e miúdos provenientes de animais infectados e através do contato com a vacina vivaâ€, explica o diretor do Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) em Bauru, Mauro Braga Mello.