Iacanga - Perseguição política. Essa é a explicação mais lógica, na opinião de três empresários de Iacanga, para justificar as dificuldades que os mesmo vêm tendo para ver seus projetos e alvarás aprovados pela prefeitura. Eles acusam o prefeito Durvalino Afonso Ribeiro (PFL) de estar usando o cargo para punir seus adversários políticos.
Na última segunda-feira, Luiz Roberto Santo, proprietário de uma distribuidora de gás, obteve na Justiça o direito de abrir seu estabelecimento, fechado, por ordem do prefeito, desde o fim do ano passado.
Outros dois empresários, entre eles um vereador da oposição, também ameaçam entrar na Justiça caso Durvalino não dê a eles a licença para trabalhar. Ambos estão com os respectivos comércios prontos para entrar em funcionamento. O prefeito nega qualquer tipo de perseguição e diz que está apenas cumprindo as exigências do Código de Postura do município, aprovado em 1992.
Sobre a distribuidora de gás, o prefeito argumenta que seu funcionamento, no local onde se encontra, representa risco aos moradores. Localizada a cerca de 20 metros do estádio municipal, o estabelecimento estaria em desacordo com o artigo 60 do código.
Segundo a lei, “a instalação de postos de abastecimento de veículos, bombas de gasolina e depósitos de outros inflamáveis fica sujeito a licença especial do prefeitoâ€. E conclui: “A prefeitura poderá negar a licença se reconhecer que a instalação do depósito ou da bomba irá prejudicar de algum modo a segurança pública.â€
Por estar próximo ao campo de futebol, o prefeito entende que os fogos de artifícios, comuns nesses locais, poderiam provocar incêndio caso atinjam os botijões de gás, que ficam expostos a céu aberto.
Em seu favor, o proprietário da distribuidora apresenta o laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros. Segundo o documento, todas as exigências técnicas para funcionamento da empresa teriam sido atendidas.
De posse do laudo, Luiz Roberto Santo entrou na Justiça e obteve liminar para voltar a funcionar.
Embora não saiba explicar porque haveria interesse do prefeito em prejudicá-lo, Santo não tem dúvidas de que se trata de perseguição política. Ele diz não se envolver em política, mas tem um cunhado que é filiado a um partido de oposição ao prefeito.