Polícia

Agressão a criança de 11 anos ainda é mistério para a polícia

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

O caso da menina de 11 anos que foi espancada na madrugada de domingo em sua casa, no Jardim Tangarás, ainda é mistério para a polícia. Ela continua internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base, inconsciente.

Na manhã de ontem, a Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Investigação a Roubo e Assalto (DIG/Garra) - responsável pelas investigações do caso - ouviu novamente o amásio da mãe da vítima, que estava dormindo no quarto ao lado do da menor na madrugada em que o crime foi praticado.

O titular da DIG/Garra, J.J. Cardia, afirma que ele apenas confirmou a versão anterior, enfatizando que não ouviu nenhum barulho suspeito durante a madrugada e que só tomou conhecimento do crime na manhã de domingo.

A mãe da menina contou à polícia que foi a uma quermesse com a filha e o namorado no sábado à noite, onde ficaram até as 3h de domingo. Ao retornar para casa, o casal foi dormir num quarto a oito metros de distância do cômodo ocupado pela garota.

Na manhã de domingo, a mãe, ao procurar a chave da casa, que não estaria no lugar de costume, entrou no quarto de sua filha e deparou-se com ela ensangüentada e suja de fezes e vômito. Ela estava em estado de inconsciência e foi levada ao Pronto-Socorro Municipal (PSM) Central, de onde foi transferida para a UTI do Hospital de Base.

Quadro clínico

A médica plantonista da UTI do Hospital de Base, Adriana Barbieri, informou que a vítima chegou à unidade com traumatismo craniano - um afundamento no lado esquerdo da calota craniana.

A menor apresentava um hematoma interno e, para que o sangue fosse drenado, foi submetida a uma cirurgia. Posteriormente, a garota passou por uma tomografia de controle, que mostrou uma melhora no hematoma. “O quadro neurológico dela está evoluindo”, afirma Adriana.

Ela disse, ontem, que a menina ainda estava em coma, sedada e mantida com ventilação artificial (respirador). Nenhum outro tipo de ferimento foi notado no corpo da vítima.

A equipe de homicídio da DIG/Garra deverá ouvir também os médicos responsáveis pelo atendimento da vítima com o objetivo de obter informações sobre o tipo de objeto que pode ter provocado o traumatismo craniano.

O delegado J.J. Cardia disse que nenhum objeto suspeito foi encontrado na casa, fora da residência e nas quadras próximas. “Aguardamos uma melhora da vítima para que ela possa colaborar com outras informações”, diz.

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