Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Dívidas I

O desemprego como motivo para o não-pagamento de contas telefônicas fixas volta a crescer, segundo pesquisa do Grupo Unidos concluída em maio. Para os devedores de telefonia móvel, as principais justificativas para não saldar suas dívidas são a falta de condições financeiras e compras para terceiros. Considerando os resultados dos dois segmentos, o desemprego aparece como o motivo que mais cresceu, comparado ao estudo concluído em fevereiro deste ano.

• Dívidas II

Foram 1.854 entrevistas realizadas em 22 estados brasileiros mais o Distrito Federal. O motivo “sem condições financeiras” foi apontado por 21,9% dos entrevistados, resultado em torno de 0,5% menor que o apontado pela pesquisa concluída em fevereiro. O item desemprego registrou alta de 1,9% em maio, comparado a fevereiro. Desde janeiro de 2001, essa justificativa vem apresentando curva acentuada de crescimento, atingindo um patamar 4,7% maior nesse último estudo, sendo apontado por 17,7% dos entrevistados.

• Guerra

Depois da guerra publicitária entre diversas marcas de cerveja, que resultou no aumento do consumo da bebida, agora é a vez dos refrigerantes ocuparem o ringue. De um lado está a Coca-Cola, com o seu guaraná Kuat - que detém 11% de participação de mercado. Do outro está a AmBev, com o líder Guaraná Antarctica e uma fatia de 28% de participação. Na platéia estão pessoas que consomem litros de tubaína e precisam ser conquistadas.

• Tubaínas

A semelhança entre uma e outra estratégia de guerra está na agressividade das campanhas, em que as estrelas são o tenista Gustavo Kuerten (Kuat) e o jogador de futebol Ronaldo (Antarctica). O consumo de refrigerantes é crescente e está em 12 bilhões de litros por ano, com faturamento em torno de R$ 10 bilhões. A forte concorrência das tubaínas - de produção regional, baixo investimento na consolidação da marca e que ocupam 61% do mercado - é que joga o preço de venda no varejo para baixo.

• Milionários

O mundo teve 7,1 milhões de milionários no ano passado, segundo estudo da Merryll Lynch e da Cap Gemini Ernst and Young divulgado ontem e publicado pela Agência France Press. Esse número é maior em cerca de 200 mil do que o registrado no ano 2000. As riquezas totais dos indivíduos que preenchem essas estatísticas - que dispõem de pelo menos US$ 1 milhão em bens, sem incluir residências - se elevaram a US$ 26,2 trilhões, ou seja, aumento de 3% em relação ao ano anterior.

• Mais ricos

Segundo o estudo, no ano passado os ricos ficaram mais ricos em todas as regiões do mundo. Mas a maior progressão manifestou-se na América Latina (8%), apesar da crise econômica que continua assombrando a Argentina, chegando a alcançar US$ 3,5 trilhões. Esse valor é dividido entre 280 mil pessoas. Os milionários dos Estados Unidos eram 1,8% mais numerosos no ano 2000 (2,22 milhões de indivíduos no total) e suas riquezas aumentaram 1,7% em 2001, chegando a US$ 7,6 trilhões.

• Comércio

Um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o setor de comércio revelou que o segmento teve crescimento, no período de 1990 a 2000, de 65,4% no número de empresas e uma ampliação da receita de 59,9%. O estudo também concluiu que, no setor varejista, foi identificado um processo de concentração de receita em torno dos hiper e supermercados.

• Hiper

Entre os 500 maiores hiper e supermercados, houve um aumento de 18,3% para 24,1% - no mesmo período - da margem média de comercialização (lucro). Trata-se do resultado, principalmente, do crescimento da média de receita por estabelecimento, que saltou de R$ 6,3 milhões/ano para R$ 14 milhões/ano, entre 1990 e 2000.

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