Tribuna do Leitor

Horstu, uriunt, hac in hora, et virtuts


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O sábio carrega consigo a responsabilidade de transformação que o conhecimento lhe confere. Ele pode usá-la ou fingir-se de morto, um ato de covardia que a cada dia recebe mais adesões, porque omitir-se tornou-se menos complicado ou menos dolorido do que se submeter às pressões do sistema, que mantém a todos sob seu jugo, como um grande feitor. Como diria Fritjof Capra em seu livro “O ponto de mutação”: “Toda grande transformação é precedida por um período de forte atribulação.” Nosso país carece de heróis, líderes carismáticos que estejam à frente do povo, como no quadro de Delacroix “A liberdade guiando o povo”, conduzindo a turba de pensadores que serão os responsáveis pela nova ordem social, assentada nos ideais de justiça e liberdade, no direito a vida digna. Como na frase do carnavalesco Joãozinho Trinta: “Quem gosta de pobreza é intelectual, o povo gosta é de luxo.” Chega de postular. “A César o que é de César”, ao povo o que é do povo.

Amigo, escuta. Chegou a hora de mostrar virtudes. (José Reginaldo Furtado - reginaldofurtado@hotmail.com)

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