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Vivendo a Copa do Mundo!?...


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É bem verdade que para os atuais 32 países que conseguiram, nestes últimos 4 anos, alcançar a seleção para disputar a Copa do futebol mundial (cujo número de países suponho representar pouco mais de um quinto dos países do mundo), são envolvidos nas disputas, a cada 4 anos. Atividade esportiva que fascina no decorrer dos espaços de entreveros esportivos, os quais provocam satisfação e larga felicidade coletiva, festejada pelas galeras dos próprios países, quando vencedores. Um arranjo esportivo que foi “criado pelos ingleses, em 1863”, e que se tornou e vem sendo atualmente, “o esporte mais popular do mundo” o jogo de futebol. Um esporte que desde sua respectiva criação, se mostrara “restrito às camadas mais altas das sociedades” tal como o tênis. Talvez haja sido pelo fato da impetuosidade que o referido esporte parece exigir, que este se espalhou pelo mundo. Em “1904 foi criada a FIFA, que reúne mais de 150 nações e representa cerca de 20 milhões de praticantes”. É também o esporte mais largamente utilizado pelas crianças e adolescentes da sociedade brasileira, que desde cedo (tal como no meu tempo de criança), reuniam as humildes crianças que se iniciam na formação e disputa de peladas. Em qualquer área, dividiam seus espaços até com bolas feitas de meias velhas e usadas nas reuniões infantis. O futebol, contudo, para os brasileiros, chega a ser a especial oportunidade na qual também as baixas camadas sociais encontram a oportuna liberdade de viver momentos de: alegria, distração e felicidade, ou de tristeza. Estou certo de que em cada residência (humilde ou não), sempre haverá um garoto ou garota querendo ser futebolista.

A Copa do Mundo, que é realizada de quatro em quatro anos, foi “criada em 1930, o único tetracampeão da competição é o Brasil, tendo vencido os torneios da Suécia (1958), Chile (1962), México (1970) e Estados Unidos (1994). A Itália foi três vezes campeã (1934, 1938, 1982), assim como a Alemanha (1954, 1974, 1990). A Argentina foi duas vezes campeã (1978, 1986), como também o Uruguai (1930, 1950). A Inglaterra foi campeã em 1966)”.

No presente momento que saímos a campo em busca do pentacampeonato, estou certo de sermos a bola da vez, e que (se não urgir algo como o suposto esdrúxulo acontecimento na França em 1998), viveremos a felicidade da talvez maioria populacional e da galera representativa deste país do futebol. Enquanto a nossa galera (geralmente composta da classe média), se encontra festiva no exterior e somente pode passar preocupações relativas à seleção; o Banco Central resolve (relembrar a mal fadada Era Collor), promovendo a “desvalorização das cotas de fundos DI e renda fixa, considerados investimentos de baixíssimo risco”, provocando o aumento do risco-país. Quando a galera voltar verificará que enquanto se distraiam, lhes enfiaram a mão nos bolsos. Entretanto, falando com sinceridade, creio que quando muitos de nós nos encontramos unidos vivendo (como que em grupo ou comunidade), o leve toque do civismo é o momento em que a grande maioria da qual partilho, de coração aberto ao sentimento cívico, deixa cair do olhos algumas lágrimas, no momento da execução do Hino Nacional do Brasil. Fico por aqui. (O autor, José Almodova, é professor/Mestre pela Unesp/Bauru. É jornalista e colaborador do JC. Escreve às quintas na coluna. E-mail: almodova@ig.com.br)

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