Sem dúvida, é um dos melhores hospitais que, diariamente, atende pacientes das mais diversas localidades do Estado, com um exemplar corpo médico, especialmente em oncologia.
A inauguração desse hospital ocorreu em 1915, com a denominação de Hospital Maternidade de Jaú, pelo empenho dos pioneiros Domingos Pereira de Carvalho e Joaquim Ferreira do Amaral, pai e sogro do médico Antonio Pereira do Amaral Carvalho, formado no ano de 1904 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e que se tornou o primeiro diretor clínico do Hospital Maternidade de Jaú. Nascido naquela cidade, em 9 de janeiro de 1876, dr. Amaral Carvalho foi o primeiro médico natural de Jaú que se formou em medicina, casando-se, em 21/10/1905, com Ana Marcelina do Amaral, com quem teve três filhos: Nelson, Oswaldo e Belizário.
Vereador à Câmara Municipal da cidade, elegeu-se por duas legislaturas (1918 e 1922), sendo, posteriormente, eleito deputado e a seguir senador da República. Quando deputado, trabalhou de forma brilhante para que a Companhia Paulista de Estradas de Ferro implantasse o sistema de bitola larga, que somente se consolidou no início da década de 40.
Em 15/11/1925, o senador Amaral Carvalho participou da inauguração do ramal ferroviário da ex-Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, ligando a cidade de Pirajuí à linha tronco. Nessa oportunidade, acompanhado do ex-ministro de Viação, dr. Pires do Rio, deputado federal e do diretor da ex-NOB, entre 1918 e 1922, dr. Arlindo Luz, nessa época como diretor da E.F. Sorocabana, além de outras autoridades, viajou pelo trem especial até o km 75, onde foi inaugurado uma pequena estação com o nome de Posto Km 75, onde o ramal iniciava.
O diretor da NOB, nesse dia, era o dr. Alfredo de Castilho e o prefeito de Pirajuí, dr. Luiz Pisa Sobrinho, que também exercia o cargo de deputado estadual. Dr. Amaral Carvalho faleceu em 3/1/1954, aos 78 anos, quando então se denominou o hospital com seu nome. (Vivaldo Pitta - RG: 6.028.556)