Tribuna do Leitor

Insensível, inconsciente ou...


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O que pensar de alguém que se apropria ou prende um animalzinho que por um descuido de seu dono escapou para a rua? Será que este alguém parou para pensar que entre este bichinho e a família que o cria há um vínculo de sentimento, de carinho e de amor desde que nasceu? Será que este alguém que se apossou do animalzinho terá paciência de ajudar as manias e costumes que o bichinho tem? O que costumava comer, que remédio toma.

Este alguém se apropriou de um bichinho adulto e que não conviveu com a família dele. É como seqüestrar uma criança de 5, 6 anos e alterar tudo em sua vida. Por exemplo, que o bichinho dorme, vive dentro de casa? E que qualquer alteração pode judiar demais do animal?

Se este alguém, até com boas intenções, o recolheu para que não corra risco de ficar vagando pelas ruas, de alguma maneira não nos avisa, através de rádio, jornal que o encontrou? Ou que saia a passeio com o bichinho, que através de seu apurado faro com certeza encontrará o caminho de sua casa. Será que este alguém já se colocou no lugar de quem perdeu o animalzinho de estimação? Se tem alguma criança sentindo sua falta ou mesmo pessoas adultas que realmente sentem amor pelo bichinho?

Queira Deus que quando conseguir publicar esta carta, São Francisco de Assis, protetor nosso e de todos os animais, possa ter iluminado este alguém a devolver o meu Poodle Toy, cor branca, de 5 anos de idade e que tem uma falha de pêlo em seu dorso. Atende pelo nome de Toy. Contato: rua Wilson Neme 1-51, Jd. Gerson França - Bauru-SP - fone: 232-1836. (João Carlos Ruiz Casali - RG. 7.100.061)

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