Pesca & Lazer

História de Pescador


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Recordação de uma pescaria no rio Telles Pires, região de Sinop, Estado de Mato Grosso, em agosto de 1972.

No Jornal da Cidade, pág. 4, Turismo, vendo a foto do pescador José Lauro Ayala exibindo um jaú de 60 quilos, resolvi relatar a aventura, na ocasião e local acima, feita pelos companheiros Ari Fagundes de Almeida, dr. Drausio de Souza Freitas, Marcelino Broggio e o relator desta, Caio, irmão do primeiro mencionado.

Saímos, na data e local acima, percorrendo mais ou menos 2.200 km, até Sinop, onde orientados por um pernambucano que zelava pelas terras de propriedade da firma “Lupo” de Araraquara, dirigimo-nos à margem direita do referido rio, onde acampamos.

No dia seguinte, acampou próximo a nós uma família de pescadores, oriunda de uma região mineira, muito bem organizada, acostumada a fazer isso a cada ano.

Voltavam para o almoço e à noite com grande e variada quantidade de peixes, que pesavam numa balança, cuja capacidade de peso era de 30 quilos, no máximo. Assim, passamos quatro dias apenas assistindo o sucesso dos mesmos, sem pegarmos nada, pois não tínhamos boas iscas, ao contrário dos vizinhos, que tinham grande e variada quantidade de iscas vivas. No quinto dia, já preparando a volta, fomos aconselhados pelo pernambucano a ficar, uma vez que era ótima lua para pesca e ele iria pegar iscas. Aceitando a idéia, à tarde, dirigimo-nos rio acima ao local onde havia uma pequena ilha, próxima a uma corredeira e onde “apoitamos” o barco.

Após pegarmos grande número de pintados, além de uma corvina de 7 quilos, pega pelo Drausio, e ainda meu irmão ter pego um pintado de 15 quilos, fisguei o jaú da foto, que após uma hora de luta, colocando a mão esquerda na boca do mesmo e com a direita segurando pelas guelras, consegui embarcá-lo, sentindo-me muito emocionado ao ver o tamanho do peixe. Encerramos a pescaria, sendo esse o maior fisgado na ocasião, não tendo sido possível saber o peso exato, uma vez que a balança não dava condição. Acrescento ainda que os companheiros, achando que eu não iria conseguir embarcá-lo, queriam que o matasse a tiros, o que me recusei. Entendendo que aquela seria a oportunidade única na minha vida de pescador, como realmente foi. Usei, na mão nylon 200, anzol 8,5 cm.

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