Regional

Lavrador morre com golpe de facão

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Igaraçu do Tietê - O lavrador Alexandre Carlos de Araújo, 23 anos, teve a cabeça quase decepada supostamente pela amásia Elena Raimundo da Silva, 37 anos, anteontem à noite, em Igaraçu do Tietê. A vítima teve morte instantânea e a principal suspeita foi detida e encaminhada à Cadeia Pública Feminina de Dois Córregos.

O crime aconteceu por volta das 18h30, no Jardim Altos de Igaraçu e, segundo testemunhas, foi precedido por uma violenta discussão entre o casal.

Após o desentendimento, Elena teria saído de casa. Dois vizinhos entraram na residência e depararam com o lavrador deitado em um sofá com a cabeça quase decepada e muito sangue pelo corpo. Próximo ao sofá, estava um facão, também ensangüentado, que, na opinião da polícia, teria sido a arma do crime.

As testemunhas acionaram a Polícia Militar que por sua vez, entrou em contato com a Polícia Civil e, momentos mais tarde, localizaram e prenderam a principal suspeita. Segundo os policiais, Elena não reagiu à prisão. Depois de ser ouvida pelo delegado José Carlos Nunes, ela foi encaminhada à Cadeia Pública de Dois Córregos, onde irá aguardar julgamento. A pena para homicídio doloso (quando há a intenção de matar) varia de seis a 20 anos de detenção.

O corpo do lavrador foi levado ao Instituto Médico Legal de Jaú, mas ontem à tarde já havia sido liberado e colocado à disposição da família.

Morte de ciclista

Mal havia terminado o registro do homicídio, a Polícia Civil de Igaraçu do Tietê recebeu a notícia de outra morte. A exemplo do que havia acontecido cerca de duas horas e meia antes, a vítima mais uma vez era uma lavrador.

Adinarque Santiago, 32 anos, foi atropelado por um ônibus no cruzamento das ruas Joaquim Medeiros e Simeão Ortigosa, no centro da cidade. Santiago morreu no local.

De acordo com a polícia, o motorista do ônibus Benedito Aparecido Peraçoli, 38 anos, disse que não viu o ciclista quando fazia a manobra para virar a esquina.

Em seu depoimento, o motorista disse que, enquanto manobrava o veículo, sentiu que havia passado por cima de algo. Mas ele só descobriu que era o lavrador quando olhou pelo retrovisor e o viu caído no chão ao lado da bicicleta.

Depois de ser ouvido, Peraçoli foi liberado e deve responder, em liberdade, por homicídio culposo, cuja pena pode variar de dois a quatro anos de prisão.

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