Regional

Consultas à população começaram a ser feitas em abril

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

Santa Cruz do Rio Pardo - As plenárias, como são chamadas as reuniões entre representantes da prefeitura e da comunidade, começaram em abril passado e são feitas, em média, duas vezes por semana. Dessas reuniões saem as propostas de como deve ser gasto o dinheiro público.

Para facilitar o diálogo, a cidade foi dividida em dez regiões. Em cada uma delas, foram eleitos, em média, seis delegados. Essa quantidade depende do número de moradores em cada região. Delegado é o nome dado aos representantes escolhidos pela comunidade.

Além dos delegados, os moradores contam ainda com um outro grupo de representantes que são denominados conselheiros. Os tais estão acima dos delegados e têm um contato mais estreito com a prefeitura.

De acordo com Araújo, as prioridades são definidas pelos delegados. São eles que decidem as obras que devem começar primeiro.

Nas plenárias, os representantes do poder público procuram passar as informações, aos moradores, de como andam as obras.

Objetivo

A intenção do prefeito Mira com o orçamento participativo é, segundo ele, buscar uma participação maior da comunidade no destino dos recursos do município.

Para o secretário de Desenvolvimento Humano, o programa possibilita ainda um acompanhamento mais de perto das necessidades da população. “As vezes a gente está aqui dentro (da prefeitura) e não sabe o que os moradores de uma vila distante ou da zona rural estão precisando”, disse Araújo.

Na opinião dele, não há uma fórmula definitiva de como o programa deve funcionar. Para ele, o orçamento participativo é um processo contínuo, que precisa ser reavaliado a cada ano. “Em Porto Alegre foram dez anos do programa e dez anos de mudança”, declarou.

Araújo acredita que ainda é cedo para avaliar a eficácia da iniciativa. Segundo ele, ainda “não dá para ficar feliz com o resultado”.

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