Economia & Negócios

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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Novas tarifas

A partir desta sexta-feira, as tarifas das ligações realizadas a partir de telefones fixos ficarão, em média, 8,07% mais caras, de acordo com reajuste determinado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). As ligações locais terão acréscimo médio de 8,30%. As chamadas de longa distância nacional poderão ser reajustadas em até 5,02%, em média. No caso das ligações internacionais, houve uma redução média de 7,01%.

• Reajuste

Para determinar o aumento, a Anatel considerou o IGP-DI da Fundação Getúlio Vargas (FGV) entre junho de 2001 e maio deste ano, acumulado em 9,40%. O reajuste foi de 8,07% porque a Anatel deduziu o índice médio de produtividade das concessionárias em 1,33 ponto percentual. O reajuste vale para a Embratel, Telefônica, Telemar e Brasil Telecom.

• Homologação

O aumento será homologado hoje, com publicação no Diário Oficial da União (D.O.U.). Isso obrigará as empresas a publicar em jornais as novas tarifas. Todos os valores já citados estão com impostos. A Anatel informou também que houve um aumento médio de 8% nos cartões telefônicos e fichas utilizadas em telefones públicos.

• Telefonia

Ainda falando sobre telefonia e aumentos, a Telefonica decidiu conceder reajuste de 13,94% na assinatura dos consumidores residenciais, que passará de R$ 23,32 para R$ 26,57. Em compensação, a empresa decidiu não aumentar o valor da habilitação, que continuará em R$ 76,62. No caso da assinatura de clientes não-residenciais, o aumento será de 9,97%, passando de R$ 36,41 para R$ 40,04.

• Desconto

Por outro lado, a operadora dará um desconto de 17,55% para assinatura dos consumidores “troncos” (PABX), que terá queda de R$ 48,56 para R$ 40,04. O pulso, contudo, terá aumento de 11,73%, passando de 0,09180 para R$ 0,10257. A cesta de serviços da empresa aumentará 8,27% - em média -, passando de R$ 43,73 para R$ 47,35. Os descontos serão uma forma de compensar os aumentos, para que não seja ultrapassado o teto de 8,07% fixado pela Anatel.

• Alemão

A Sadia está tentando entrar no mercado alemão por meio de um parceiro com canal de distribuição. O negócio seria semelhante à operação que o grupo brasileiro mantém com a britânica Sun Valley, que recebe carne de aves pré-cozidas e pré-assadas e as vende grelhadas para supermercados.

• Marca

A empresa pretenderia continuar com esse esquema, usando a marca do cliente ou do supermercado, até ser um fornecedor permanente. “No longo prazo queremos construir a marca, o que é caro e demorado”, disse ontem Luiz Fernando Furlan, presidente do conselho de administração da Sadia, durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2002, em Hamburgo.

• Sal

A empresa exporta US$ 200 milhões/ano para a União Européia (UE) e espera avançar quando for autorizada a exportação de carne suína. Porém, a UE aumentou os subsídios à exportação de aves de 300 para 450 euros, a pedido do grupo Doux. Outro obstáculo é a exigência do aumento do teor de sal, de 1,2% para 1,8%, o que poderá reduzir a venda de carne de aves por ser muito salgada.

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