Polícia

Vítimas da 'Vovó' podem reaver jóias

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

As jóias penhoradas na Caixa Econômica Federal (CEF), agência Itaim/Bibi da Capital, em nome do casal Ruth e Osvaldo Vacite já estão na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru à disposição das vítimas da “Vovó Melenca”.

O delegado titular da DIG, José Jorge Cardia, aguarda a presença das vítimas para fazer o reconhecimento. “As pessoas que entregaram jóias para o casal devem procurar a delegacia e fazer o reconhecimento.”

Através do reconhecimento, a vítima poderá reaver o seu bem. “Nós faremos o termo de entrega para a vítima. As jóias que não forem reconhecidas, acompanharão o inquérito para o Judiciário.”

Cardia garante que o nome das vítimas serão mantidos em sigilo absoluto. “Quando as pessoas vierem reconhecer as jóias terão que fazer o boletim de ocorrência, ou seja, vão registrar a queixa de estelionato. O inquérito vai correr em sigilo.”

Ele diz que o registro da queixa vai reforçar as investigações e ajudar o judiciário a julgar o casal. “Eles terão que responder por cada um dos crimes que forem registrados, por isso é importante que as vítimas procurem a delegacia.”

Jóias de família

As nove cautelas da CEF em nome do casal contém jóias de família. São relógios de ouro que para a penhora valem R$ 5 mil, mas que no mercado comum chegam a custar até R$ 15 mil. Um deles, da marca Ômega, e outro, Plaget, ambos de ouro puro, são modelos masculinos.

Já as pulseiras, braceletes, brincos e correntes são femininas. Um broche com pedras preciosas é uma jóia antiga que provavelmente tenha sido passada de mãe para filha.

As jóias estavam penhoradas por R$ 28 mil, mas no mercado comum chegam a valer de R$ 70 a 90 mil.

Derretendo ouro

O delegado suspeita que muitas das jóias obtidas através de extorsão pelo casal foram derretidas. “Eu acredito que algumas, provavelmente as menos valiosas, foram derretidas. Com o ouro, eles confeccionavam novas jóias para que essas peças jamais fossem reconhecidas.”

Investigações continuam

O caso da cartomante ou consultora espiritual continuará sendo investigado, garante o titular da DIG. “Temos farto material para ser investigado.”

Ontem, várias pessoas, inclusive empregados da casa, foram ouvidos em depoimento. A polícia internacional foi comunicada da prisão, mas ainda não havia se manifestado.

A prisão temporária do casal decretada por cinco dias poderá ter seu prazo prolongado por mais cinco dias úteis. “Neste período, vamos instaurar o inquérito por extorsão e pedir a prisão preventiva. A Interpol também deverá tomar as suas providências.”

Os dólares apreendidos na residência do casal não eram falsos, como suspeitava a polícia. O dinheiro era verdadeiro e pode ter sido conseguido de maneira ilícita. A polícia aguarda a presença de vítimas que possam ter entregue a moeda americana ao casal.

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