Três funcionários da Construtora LR, localizada na quadra 48 da avenida Nações Unidas, entram hoje no décimo dia de greve por reajuste salarial. Na tarde de ontem, os pedreiros manifestaram-se em frente ao escritório da empresa com carro de som, apoiados pelo Sindicato da Construção e do Mobiliário de Bauru.
De acordo com Josefino Cândido de Oliveira, representante do sindicato, os trabalhadores estão há oito anos sem reajuste salarial. Eles estão pleiteando um aumento de 40%. “O único meio que achamos de negociar com o patrão é esse. O patrão alega que não quer negociarâ€, afirma.
Ele diz que o sindicato patronal - o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) - não compareceu à mesa de negociações com o sindicato dos trabalhadores no início do ano.
O pedreiro Saturnino Ribeiro Júnior, um dos manifestantes, conta que recebe R$ 352,00 mensais, referentes a R$ 1,60 por hora de trabalho. “A gente não tem condições de trabalhar com um salário desse. Trabalhamos na empresa e passamos fomeâ€, destaca Saturnino, que sustenta cinco filhos.
Evaldo Rino Ribeiro, um dos diretores da construtora, afirma que a negociação deve ser feita através do Sinduscon. “Estamos livres para acordo, mas eles têm que fazer reunião com o sindicato patronal e não com a gente. Quem negocia aumento é o sindicato patronalâ€, alega.
Ele afirma que os funcionários que paralisaram as atividades estariam querendo forçar uma greve.
O presidente do Sinduscon no Estado de São Paulo, Artur Rodrigues Quaresma Filho, afirma que as negociações estão abertas e que acordos já foram firmados com 31 sindicatos no Estado. â€œÉ mentira que não sentamos para negociar. Não existe conclusão de negociação até o momentoâ€, reforça.
Quaresma diz que foram realizadas reuniões em março e abril e explica que as regionais dos sindicatos não têm competência para a negociação, que ocorre em São Paulo.