Economia & Negócios

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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Embratel

As notícias de venda da Embratel, por parte da Worldcom, agitaram o mercado financeiro ontem, que se viu diante de um anúncio sobre fraude contábil de US$ 3,8 bilhões envolvendo a empresa norte-americana. O vice-presidente financeiro da Embratel, José Maria Zubiria, afirmou que os balanços da Embratel e da Worldcom são financeiramente independentes.

• Venda

Segundo o executivo, cabe à Embratel decidir sobre o pagamento ou não de dividendos aos acionistas - e não à Worldcom, o que seria o caso se houvesse maior integração entre os balanços das duas empresas. Zubiria frisou que a decisão de vender ou não a Embratel cabe apenas à Worldcom, que controla a operadora brasileira.

• Questão operacional

Contudo, pelas regras estabelecidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), não é possível modificar a controladora da Embratel antes de julho de 2003. Mesmo assim, o executivo da operadora brasileira diz que trata-se de uma questão operacional a ser resolvida pela Worldcom.

• Baixa eletricidade

Das ações que compõem o Índice Bovespa, 35 estão nos níveis mais baixos do ano e cinco delas são de empresas do setor elétrico: Eletrobrás ON e PNB, Eletropaulo PN, Cesp PN e Copel PNB. Mas em primeiro lugar está a Ipiranga Petróleo PN, que está sendo negociada a apenas 0,1% do preço mais baixo do ano.

• Máxima

Por outro lado, na lista que tem os papéis mais próximos da máxima do ano a Embraer ON lidera. Na última segunda-feira fechou a R$ 12,6 por ação, equivalente a 92% dos R$ 13,55, que foi o seu maior valor neste ano. Mas estar em situação como a da lista anterior não significa que a ação seja um mau negócio. Papéis do Bradesco e Itaú estão nessa categoria mas são apontados como bons investimentos. Já os papéis de energia elétrica são prejudicados pelas incertezas com as perspectivas do setor.

• Irregular

Durante uma operação de levantamento dos preços aplicados para comercialização do litro da gasolina comum nos postos de Bauru, o Procon verificou duas práticas irregulares em alguns estabelecimentos do setor. Segundo o coordenador do órgão de defesa do consumidor, Sílvio Orti, diversos postos insistem em não deixar à mostra os preços de venda dos combustíveis. Em épocas de aumento de preço, essa prática é facilmente notada.

• Defesa do consumidor

Diante do fato, gerentes de postos foram orientados a não mais cometer tal irregularidade, já que o Código de Defesa do Consumidor, que tem força de lei, exige que esse tipo de informação seja ostensiva e claramente prestada por estabelecimentos comerciais. Denúncias sobre essa prática podem ser feitas no Procon.

• Procon

Outro problema é que vários postos não aceitam pagamentos à vista com cartão de crédito. Segundo Orti, os donos de postos tentam fugir das altas taxas cobradas pelas operadoras de cartão. Enquanto isso, será apresentado na Feira PostoShopping, em São Paulo, um cartão de crédito direcionado a uso em postos revendedores de combustíveis. Com o nome de Gas Card, cobra taxa de 1,25% ao comerciante, ante a média de 3% das demais operadoras.

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