A Editora Abril é uma das mais importantes empresas da mídia escrita do Brasil. Em sua mais recente publicação: “Veja - edição especial, ano 35 - n.º 19; não vendida separadamenteâ€, acaba de colocar um excepcional número de interesse público, cuja matéria ali produzida vale a pena conhecer, promovendo avaliação sobre o seu conteúdo. Toda edição é um misto de assuntos diversifi-cados, traduzindo ações estereotipadas, bem como inclusos sucessos genericamente importantes, compondo o verdadeiro retrato dos assuntos vividos pela coletividade brasileira.
Destarte, me utilizo do presente nú-mero, buscando reproduzir na mídia um retrato de corpo inteiro, desde os sinais que descrevem a sintaxe da disposição de um sem número de mazelas, ao contexto dos melhores acontecimentos vividos pelo país. Assim, dentre o importante trabalho de coletânea trazido a público, inicialmente, isto é, já na apresentação das pesquisas levadas a efeito, invoca-se a situação em um “país injusto, de futuro promissorâ€, contando que 34% dos bra-sileiros se encontram “abaixo da linha de pobrezaâ€. Coisa que a meu ver, suponho tratar-se de fenômeno inerente da excessiva grandeza do país (historicamente mal administrado), desde sua formação pátria. Um importante país continental do cone Sul, com 8,5 milhões de km quadrados, povoado por 174,5 milhões de almas (que se distribuídas por toda sua própria área), caberia viver cerca de uma pessoa para cada 2 km quadrados de espaço do país.
Vivemos num continente, onde são reconhecidas “as marcas do desenvolvimento alcançado pela sociedade brasileiraâ€. Aqui, entretanto, ainda se encontram, segundo a (Veja Edição Especial), “apontadas as 26 principais características presentes nos países mais pobresâ€, vividas pelo país “até meados da década de 90â€. Situação que felizmente, “nos últimos anos, o Brasil conseguiu livrar-se de dezesseis dessas marcas negativas e continua com dezâ€, ainda sem a devida solução. Assim, a reportagem inicia-se a partir da antiga fase em que no Brasil, “a população crescia em rítmo explosivoâ€, tendo chegado ao crescimento populacional estabilizado “a uma taxa semelhante à dos países europeusâ€. Na seqüência, o sucesso do país dentre as demais soluções como: declínio das taxas de mortalidade infantil; elevação da taxa de crianças na escola a 97%; o ganho de todos os brasileiros sob benefício pago pelo governo; “há sete anos a inflação está sob controleâ€; seguindo até (completar o conjunto), das 16 “marcas do desenvolvimentoâ€. Contudo, mantidas as dez “marcas negativasâ€, a Veja termina incluindo outra “lista de oito problemas†surgidos mais recentes, a serem “enfrentadas pelos próximos governantesâ€. E termina elencando (como previsão de apoio às 26 mazelas de resto), a situação dos assuntos que compõem os demais 8 restantes, como “desafios dos próximos governantesâ€, entre: o avanço da criminalidade; desemprego elevado; ineficiência do sistema tributário; alta taxa de juros; alarmante déficit da previdência; precária qualidade dos serviços de saúde e de educação; completando com o mal aproveitamento da biodiversidade; por fim, o frágil “crescimento econômicoâ€, cujas taxas, “nas últimas décadas foi das menores do mundoâ€. Estou certo de que (na pior das hipóteses), a Veja colocou (desde já) uma pulga no pijama de cada candidato à presidência. Deus salve o Brasil. (O autor, José Almodova, é professor-Mestre pela Unesp/Bauru. É jornalista e colaborador do JC. Escreve às quintas na coluna. E-mail: almodova@ig.com.br)