O estudo que será realizado pela Fundação Nacional da Saúde (Funasa) em Bauru deverá ser executado em outras cinco áreas brasileiras. O órgão calcula que existam de quatro a seis mil áreas consideradas de risco no País, ou seja, locais em que pode ser identificada a presença de resíduos tóxicos e que afetam cerca de cinco milhões de pessoas.
A partir de um estudo piloto, A Funasa identificou seis áreas para a chamada avaliação de risco. Santana, no Estado do Amapá, é uma delas por registro de resíduos tóxicos decorrentes da extração de manganês na Serra do Navio. Santo Amaro da Purificação, na Bahia, foi escolhida por caso de contaminação por chumbo.
Outras áreas a serem estudadas são: Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, onde ocorreu contaminação ambiental e exposição humana a pesticida; Condomínio Barão de Mauá, no ABC Paulista, construído sobre um aterro industrial clandestino; Goiânia, em Goiás, em que existe área contaminada por material radioativo (Césio 137); e Bauru.
O critério para escolha dessas áreas foram o número significativo de pessoas expostas aos resíduos perigosos e apresentação de alto grau de contaminação. O Ministério da Saúde também considerou casos em que, por intermédio das secretarias estaduais de Saúde, foi solicitado à Funasa o monitoramento da saúde da população e a avaliação de riscos ao meio ambiente.
O coordenador geral de Vigilância Ambiental em Saúde da Funasa, Guilherme Franco Netto, explica que a área de Vigilância Ambiental em Saúde, uma área nova do Ministério da Saúde, tem procurado identificar os fatores de risco do meio-ambiente que podem causar danos e riscos à população.
“Uma das coisas que mais se evidencia nesse levantamento são situações como essa de Bauru. Ou seja, em função de processos industriais, de extração de minérios. Até muito pouco tempo se dava pouca atenção a issoâ€, expõe.