Três empresas de São Paulo, capital, disputam a licitação para a apresentação de projeto de drenagem urbana da bacia Córrego das Flores, na avenida Nações Unidas. A comissão de licitação da Prefeitura Municipal de Bauru habilitou as propostas técnicas das concorrentes. O projeto servirá de base para a contratação da obra que pretende eliminar o foco de inundações na avenida central. A previsão é que um piscinão possa resolver o problema.
A empresa que for escolhida pela comissão de licitação será contratada pela Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) para a elaboração do estudo de drenagem de águas pluviais. Estima-se que o projeto técnico deverá custar cerca de R$ 35 mil.
Foram habilitadas ontem as empresas Argos Engenharia S/C Ltda, Hidrostudio Engenharia Ltda e Estra Engenharia S/C/ Ltda. Das 10 concorrentes que retiraram o edital, apenas as três efetuaram vistoria. A Hidrostudio recebeu a maior pontuação no quesito técnico. Se não ocorrerem recursos, a comissão abrirá os envelopes dos preços na próxima semana.
A vencedora da licitação terá 60 dias para apresentar o projeto de drenagem a partir da assinatura do contrato. Se realizada, a obra será a principal interferência da gestão atual para reduzir os problemas de enchentes na região central da cidade.
A região da avenida Nações Unidas, sobretudo na altura do Viaduto da antiga Fepasa, na baixada, sofre com inundações e enchentes na época das chuvas - entre dezembro e março de cada ano -, provocando empilhamento de veículos, danos na capa asfáltica e até mortes.
Segundo a titular da Seplan, arquiteta Maria Helena Rigitano, a empresa vencedora da licitação terá que fazer levantamento topográfico da bacia do córrego das Flores - cujo leito canalizado está sob a avenida Nações Unidas -, sondagens em alguns pontos da área, como no Vitória Régia e no viaduto da ferrovia.
Segundo a secretária, desse levantamento sairá um relatório com alternativas e custos. “Vamos pesar a alternativa mais barata, a que envolve menos desapropriações, a que é mais rápida executar ou etapas de obrasâ€, explica. A implementação da obra ainda não tem estimativa oficial de custos, mas acredita-se que a prefeitura terá que desembolsar até R$ 1 milhão para viabilizar o projeto.
A secretária diz que se o projeto de drenagem aproveitar a área do anfiteatro Vitória Régia, o gasto poderá ficar abaixo de R$ 1 milhão. “Drenagem não é obra barata. A intenção é estarmos fazendo alguma coisa para este ano e amenizar o problema da Naçõesâ€, prevê Maria Helena.
A primeira proposta que surgiu para solucionar o problema de enchentes na avenida Nações Unidas apontou a construção de um piscinão no anfiteatro Vitória Régia, aproveitando o lago que cerca a área. A solução não foi bem aceita por vários segmentos do município e foi motivo de críticas por parte do arquiteto Jurandyr Bueno Filho, responsável pelo projeto e implantação do Vitória Régia.
Maria Helena lembra que o barramento ficaria seco na maior parte do ano. “Ele poderia estar enchendo duas ou três vezes por ano na época das chuvas mais críticasâ€. Há uma outra alternativa. Ao invés de se fazer o barramento de cinco ou seis metros de altura, o lago do Vitória Régia seria aproveitado como um todo para acolher as águas pluviais. Com isso, sua cota de armazenamento subiria entre um e dois metros, o que provocaria a inundação de alguns degraus da arquibancada do anfiteatro.
A alternativa será estudada pela prefeitura. “O parque estaria inundando em determinados dias da época de chuvas, mas terminou é só limpar a área. Ainda temos a alternativa de fazer uma obra enterrada debaixo da avenida Nações Unidas, que teria um custo maiorâ€, amplia.
Mas existem propostas de vários tipos. Para alguns técnicos é possível ser viabilizada uma outra tubulação do Vitória Régia até o rio Bauru, o que formaria uma calha de escoamento das águas pluviais da cidade. “Particularmente sou contra porque essa solução acabará inundando o rio Bauruâ€, opina Rigitano.