Política

Drenagem urbana tem três propostas

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Três empresas de São Paulo, capital, disputam a licitação para a apresentação de projeto de drenagem urbana da bacia Córrego das Flores, na avenida Nações Unidas. A comissão de licitação da Prefeitura Municipal de Bauru habilitou as propostas técnicas das concorrentes. O projeto servirá de base para a contratação da obra que pretende eliminar o foco de inundações na avenida central. A previsão é que um piscinão possa resolver o problema.

A empresa que for escolhida pela comissão de licitação será contratada pela Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) para a elaboração do estudo de drenagem de águas pluviais. Estima-se que o projeto técnico deverá custar cerca de R$ 35 mil.

Foram habilitadas ontem as empresas Argos Engenharia S/C Ltda, Hidrostudio Engenharia Ltda e Estra Engenharia S/C/ Ltda. Das 10 concorrentes que retiraram o edital, apenas as três efetuaram vistoria. A Hidrostudio recebeu a maior pontuação no quesito técnico. Se não ocorrerem recursos, a comissão abrirá os envelopes dos preços na próxima semana.

A vencedora da licitação terá 60 dias para apresentar o projeto de drenagem a partir da assinatura do contrato. Se realizada, a obra será a principal interferência da gestão atual para reduzir os problemas de enchentes na região central da cidade.

A região da avenida Nações Unidas, sobretudo na altura do Viaduto da antiga Fepasa, na baixada, sofre com inundações e enchentes na época das chuvas - entre dezembro e março de cada ano -, provocando empilhamento de veículos, danos na capa asfáltica e até mortes.

Segundo a titular da Seplan, arquiteta Maria Helena Rigitano, a empresa vencedora da licitação terá que fazer levantamento topográfico da bacia do córrego das Flores - cujo leito canalizado está sob a avenida Nações Unidas -, sondagens em alguns pontos da área, como no Vitória Régia e no viaduto da ferrovia.

Segundo a secretária, desse levantamento sairá um relatório com alternativas e custos. “Vamos pesar a alternativa mais barata, a que envolve menos desapropriações, a que é mais rápida executar ou etapas de obras”, explica. A implementação da obra ainda não tem estimativa oficial de custos, mas acredita-se que a prefeitura terá que desembolsar até R$ 1 milhão para viabilizar o projeto.

A secretária diz que se o projeto de drenagem aproveitar a área do anfiteatro Vitória Régia, o gasto poderá ficar abaixo de R$ 1 milhão. “Drenagem não é obra barata. A intenção é estarmos fazendo alguma coisa para este ano e amenizar o problema da Nações”, prevê Maria Helena.

A primeira proposta que surgiu para solucionar o problema de enchentes na avenida Nações Unidas apontou a construção de um piscinão no anfiteatro Vitória Régia, aproveitando o lago que cerca a área. A solução não foi bem aceita por vários segmentos do município e foi motivo de críticas por parte do arquiteto Jurandyr Bueno Filho, responsável pelo projeto e implantação do Vitória Régia.

Maria Helena lembra que o barramento ficaria seco na maior parte do ano. “Ele poderia estar enchendo duas ou três vezes por ano na época das chuvas mais críticas”. Há uma outra alternativa. Ao invés de se fazer o barramento de cinco ou seis metros de altura, o lago do Vitória Régia seria aproveitado como um todo para acolher as águas pluviais. Com isso, sua cota de armazenamento subiria entre um e dois metros, o que provocaria a inundação de alguns degraus da arquibancada do anfiteatro.

A alternativa será estudada pela prefeitura. “O parque estaria inundando em determinados dias da época de chuvas, mas terminou é só limpar a área. Ainda temos a alternativa de fazer uma obra enterrada debaixo da avenida Nações Unidas, que teria um custo maior”, amplia.

Mas existem propostas de vários tipos. Para alguns técnicos é possível ser viabilizada uma outra tubulação do Vitória Régia até o rio Bauru, o que formaria uma calha de escoamento das águas pluviais da cidade. “Particularmente sou contra porque essa solução acabará inundando o rio Bauru”, opina Rigitano.

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