Vou contar para os que lêem o Jornal da Cidade, o que aconteceu comigo: Na minha primeira pescaria, que fiz no Mato Grosso, no ano de 1995.
Fui convidado para ir pescar no rio Miranda, e como sempre gostei de pescar, aceitei o convite. A pessoa que me convidou já tinha ido lá e disse que tinha pegado muitos peixes.
Eu perguntei pra ele se pegava peixe grande e ele disse que tínhamos que ver para crer.
E eu, como nunca tinha pegado peixe grande, não via a hora de partir.
Então fomos arrumar a traia.
Perguntei como íamos fazer se pegássemos muitos peixes grandes, pois não ia caber dentro da caixa de isopor. Ele disse que seria muito fácil, os maiores é só pegar e amarrar numa corda e pôr dentro do rio, até terminarmos de pescar.
Estávamos num total de sete pessoas, dentro de uma Kombi.
Então partimos. Demoramos um dia e uma noite até chegar. Quando chegamos na beira do rio pensei: “Agora meu sonho de tanto tempo vai se realizarâ€.
Começamos a pescar, mas só pegava mandiuva. Depois de três dias as caixas ainda continuavam vazias.
No último dia de pesca eu achei uma espiga na beira do rio, então arranjei um lugar mais fundo e comecei a pescar com mais dois companheiros.
Joguei bastante milho no rio, então começaram aparecer muitos peixes, mas eram pesquenos, eram pacuzinhos rosa, mais foi a nossa salvação, pois não vencia fisgá-los. Pegamos por volta de 60 kg.
Para voltar para casa só foi sofrimento, pois o motor da Kombi fundiu e ficamos na estrada, perto de Campo Grande. Conseguimos arrumar e partimos, mas quando chegamos em Águas Claras fundiu de novo, e quando chegou em Andradina, estourou de novo.
O motorista ligou para Bauru, para seu mecânico, e ele veio ao nosso encontro. Ele veio com uma Caravan e guinchou a Kombi. Foi assim que conseguimos chegar em casa. Voltei mais vezes, para pescar no Mato Grosso, pesquei em vários rios: no rio Coxim, no rio Negro e também no rio Taquari.
Sempre pegava bastante peixe mas tudo pequeno. Mas o meu sonho de pegar um pintado, na vara, ainda não consegui realizar, pois os peixes grandes são muitos procurados.
Antônio Lazaro Duarte, 43 anos, é pescador