Turismo

Bonaire: Paraíso dos mergulhadores

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Mergulhar, mergulhar e mergulhar. Em todos os idiomas, esse é o verbo mais conjugado em Bonaire, ilha ancorada no paradisíaco Mar do Caribe, a uma hora de vôo de Caracas, Capital da Venezuela.

Quem faz parte do mundo do mergulho já deve ter ouvido falar pelo menos uma vez de Bonaire, rodeada por outras duas ilhas – Aruba e Curaçao -, formando o que é conhecido como o ABC do Caribe.

Para quem gosta de curtir mergulho, o local oferece águas que permitem visibilidade de até 60 metros, proporcionando um raro espetáculo de beleza e interação com 250 espécies de peixes.

A ilha, comandada pelo reino holandês, declarou como intocável uma faixa de 57 metros do mar que a cerca, área onde está localizada um dos mais ricos parques marinhos do mundo.

Em Bonaire, pode-se mergulhar a qualquer hora do dia ou da noite. Basta querer. Cilindros com ar comprimido e outros apetrechos são facilmente encontrados em qualquer parte da ilha.

É só pegar o carro – ou a pé mesmo – e escolher a praia. O resto, é com o mergulhador. “A diferença em relação a outros lugares de mergulho é grande. É como ter um prato a la carte e um self-service. No self-service, escolhe-se aquilo que você gosta”, compara Luiz Carlos da Silva Júnior, instrutor da escola de mergulho Mastersub Atividades Subaquáticas, de Bauru.

A escola levou um grupo de cinco mergulhadores para conhecer de perto as vantagens de Bonaire. Resultado: só elogios. “Não há nada comparável”, diz Carlos Eduardo Parisoto, proprietário da Mastersub, referendado por sua mulher, Patrícia. “Não dá para descrever o que se vê lá embaixo. Só mesmo mergulhando”, conta o economista Alexsandro Svizzero.

Ele e o fisioterapeuta Alex Augusto Vendramini são recém-formados em mergulho. “Começamos no paraíso”, relata um entusiasmado Vendramini. O casal Ricardo Augusto e Maria Cecília Bijella também retornou à superfície encantado. â€œÉ fascinante”, comenta Bijella.

O deslumbramento com o primeiro mergulho nas águas de Bonaire continua com a odontopediatra Maria Fernanda Borro Bijella. Para ela, o mergulho noturno foi o mais contagiante. À noite, a vida marinha é mais intensa.

Mergulhar e mergulhar

Em comparação com outros paraísos do mergulho, dentre os quais Cozumel (México), Bahamas (Mar do Caribe) e San Andrez (Colômbia), Bonaire tem suas vantagens. Para Luiz Carlos, elas são incomparáveis.

“Se quiser, você tem acesso ao mar as 24 horas do dia sem precisar de barco para mergulhar.” Cada saída de barco com dois cilindros de ar custa, em média, US$ 30,00 per capita, cerca de R$ 84,00. Em Bonaire, mergulha-se por uma semana, de maneira ilimitada, por US$ 95,00 (R$ 266,00)”, explica o instrutor.

Para mergulhar o tempo inteiro na ilha caribenha, basta respeitar os limites das tabelas, porque o ‘self-service’ de cilindros é por 24 horas ao dia. Outra vantagem é o acesso aos sítios marinhos.

A maioria dos hotéis e resorts está instalada na praia. Em alguns casos, basta abrir a porta de um chalé (dotado de toda infra-estrutura), caminhar alguns metros e mergulhar.

Carro, nem sempre é necessário, porém, a maioria dos pacotes inclui o aluguel do veículo. É apenas uma opção de conforto.

O instrutor garante que o mergulho é um esporte “extremamente” seguro. “Basta respeitar as regras.” Ele destaca o prazer de ter instruido o mergulho para três gerações de uma mesma família, ao mesmo tempo.

â€œÉ um esporte que garante igualdade de condições. Acompanhei pai, filho e avô mergulharem sem competitividade.”

O mergulho já não é mais encarado só como hobby. Para o instrutor, trata-se de uma terapia que começa a ser descoberta. “Você sai de um mundo e entra em outro. É desestressante. Quem começa a mergulhar, muda de comportamento, de vida”, afirma.

Ele explica que durante anos o mergulho foi um esporte elitizado e pouco difundido. “Mas esse quadro está se alterando.”

O jornalista viajou a Bonaire a convite da Mastersub Atividades Subaquáticas (14-227-5222) e da companhia aérea Taca (Transportes Aéreos do Continente Americano)

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