É no balcão da farmácia que o projeto de lei que prevê a venda de remédios a granel deve ser mais sentido. Se, por um lado, a intenção é evitar o desperdício de dinheiro com remédios que não serão usados, em contrapartida, os custos de novas embalagens poderão encarecer os produtos.
Balconistas ouvidos pelo JC afirmam que é comum o consumidor reclamar que há mais comprimidos do que o necessário nas embalagens e que há casos de clientes que se negam a comprar uma caixa extra da qual só metade do conteúdo será usado.
Na opinião da funcionária pública Edna Geraldo da Luz, 52 anos, a prescrição médica geralmente contempla as apresentações disponíveis no mercado. Ela conta que nunca teve problemas com remédios que sobraram ou faltaram na embalagem.
Já a dona de casa Vânia Amorim, 32 anos, diz que muitas vezes vêm comprimidos demais nas caixas. “Geralmente, anitibiótico se toma por sete dias e vem 14 comprimidos. Então, aqueles remédios ficam praticamente perdidos na caixaâ€, relata.
Pra Vânia, o projeto de lei certamente beneficiaria o consumidor. “Seria bem melhor se vendesse só o que precisasseâ€, opina.