Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Nova meta de inflação

A nova meta de inflação anunciada ontem pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) reacendeu a expectativa de que o Banco Central (BC) possa reduzir a Selic no curto prazo. Contudo, no mercado há quem acredita que o BC só vai cortar o juro quando não houver mais risco de contágio na inflação deste ano, que segundo estimativas do banco na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), já está no teto de 5,5%.

• Elevação

O CMN anunciou a elevação do centro da meta de 2003 de 3,25% para 4%, e para 2004, a meta ficou em 4%. Além disso, também elevou o intervalo de flutuação da meta de 2 para 2,5 ponto percentual. Segundo o Ministério da Fazenda, isso vai acomodar melhor os choques como a volatilidade do câmbio e o preço internacional do petróleo.

• Fiesp

A diretora do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) Clarice Messer disse, ontem, que a elevação da meta de inflação de 2003 abre caminho, nos próximos meses, para uma redução na taxa de juros. Segundo ela, a redução da meta reabre a percepção de que o nível de atividade viria caindo.

• Atividade industrial

Na opinião de Clarice, a alteração recoloca a influência do nível de atividade industrial na decisão do Copom sobre a taxa básica de juros. No mês passado, ela havia criticado a grande atenção dada pelo órgão ao comportamento do câmbio na manutenção da Selic em 18,5%, argumentando que a volatilidade era sazonal e não tinha provocado aumento nos preços.

• Trégua

A trégua dada no cenário externo contribuiu para a tranquilidade no mercado doméstico. O dólar e o risco País encerraram o dia em queda. A moeda norte-americana cedeu 1,04%, vendida a R$ 2,855. O risco Brasil caiu 6,44%, aos 1.599 pontos. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 3,02%, aos 11.013 pontos.

• WorldCom

O ministro das Comunicações, Juarez Quadros, afirmou, por meio de comunicado, que está atento e continuará acompanhado o desenvolvimento do escândalo envolvendo a norte-americana WorldCom, que detém o controle acionário da Embratel. No documento, Quadros destaca que, apesar do controle acionário, WorldCom e Embratel são empresas com estruturas distintas e que, portanto, não haveria razões para especulações em relação a possíveis fraudes envolvendo a empresa controlada pela WorldCom no Brasil.

• Escândalo

A dimensão do escândalo da WorldCom e o fato de outras empresas importantes dos Estados Unidos terem entrado em colapso em meio à descoberta de fraudes gigantescas se transformaram no centro das discussões no encontro do G-8 (grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia). Na avaliação do primeiro-ministro canadense, Jean Chrétien, as pessoas não estão certas sobre os caminhos por onde passam as informações financeiras até chegar ao público.

• G-8

Para Chrétien, o G-8 está preocupado que isso possa levar a uma ausência de confiança. O premiê também destacou que a manutenção da confiança nos mercados financeiros é um elemento importante para todos os membros do grupo e que isso não é apenas um problema dos Estados Unidos.

Comentários

Comentários