• Juros
O mercado financeiro espera que nos próximos dias o presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, use o viés de baixa para cortar os juros básicos da economia, que estão em 18,5% ao ano. A expectativa é grande porque o Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou as metas de inflação para os próximos dois anos. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), as apostas sobre o corte já começaram. Os principais contratos futuros caíram. Os juros para janeiro de 2003 passaram de 25,12% para 23,25%.
• Dólar
Contudo, os analistas ficaram divididos sobre a mudança. A alteração nas metas pode ter o custo da credibilidade do BC, mas é por erro e acerto que se fazem acomodações. Ontem, o dólar caiu 1,05% e foi cotado a R$ 2,855, na venda, acompanhando o desempenho positivo da bolsa de valores dos Estados Unidos, após o escândalo da WorldCom. O índice Dow Jones subiu 1,64%, para 9.269,92 pontos. O Nasdaq Composto avançou 2,09%, para 1.459,20 pontos.
• Gasolina sobe
A Petrobras informou, ontem, reajustes nos preços de gasolina e de óleo diesel, respectivamente de 6,75% e de 9,5%, que entrarão em vigor amanhã. Segundo a estatal, mesmo assim o preço médio de faturamento da gasolina nas refinarias ainda seria 2,04% inferior ao preço médio praticado em dezembro de 2001. A empresa justificou o reajuste dizendo que a média das cotações da gasolina no mercado internacional, nos últimos 15 dias, convertidas em real, superou em 16,51% a média dos 15 dias que antecederam a data de anúncio da redução de 1,08% ocorrida em 15 de maio.
• Diesel
No caso do diesel, a média das cotações do produto, convertidas para real, nos últimos 15 dias ficou 12,46% acima do valor da média das mesmas cotações nos 15 dias que antecederam o anúncio do último reajuste, que foi de 4,35% em 15 de maio. A Petrobras também informou que, para definição dos percentuais de reajuste, a empresa levou em conta fatores concorrenciais com o objetivo de manter seus produtos competitivos em relação ao mercado.
• Destaque
Embratel e Net foram os destaques de baixa na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), ontem. Na outra ponta, os papéis de empresas de telefonia tiveram forte recuperação e foram os destaques positivos. De nada adiantou a maior operadora de telefonia do Brasil anunciar a recompra de cerca de 6% das ações em circulação para evitar queda na cotação dos papéis. A desconfiança do mercado com a Embratel só cresceu desde que a WorldCom, sua controladora, admitiu que o balanço de 2001 teve os lucros inflados em US$ 3,8 bilhões.
• Rumores
Em meio a rumores de que o banco de investimentos Goldman Sachs teria sido contratado para coordenar a venda da companhia, a Embratel ON chegou a registrar forte alta em boa parte do pregão. No final da tarde, no entanto, a companhia brasileira negou a informação, revertendo o humor dos investidores. Já a Net teve a classificação da dívida rebaixada pela agência Standard & Poors. A S&P se mostrou preocupada com a possibilidade de fracaso na capitalização de R$ 1 bilhão pretendida pela operadora de TV por assinatura.
• Previdência
As regras de transferência de recursos dos fundos de previdência complementar, conhecida como portabilidade, foram aprovadas pelo Conselho de Gestão da Previdência Complementar. A regulamentação permite aos participantes transferir recursos de fundos fechados para entidades de previdência abertas e vice-versa.
• Troca
Mas há uma série de requisitos para que a troca possa ser feita. No caso dos fundos constituídos depois da aprovação das Leis Complementares 108 e 109, de 31 de maio de 2001, o prazo de carência para a migração é de cinco anos. Já nos fundos criados antes dessa data, os recursos somente poderão ser transferidos após dez anos de carência, que podem ser prorrogados por mais três a pedido do fundo.