Polícia

Vidente pretendia abrir filial em Agudos

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru descobriu que parentes de acusados de estelionato procurados pela Interpol e presos em Bauru pretendiam abrir uma filial de consultas espirituais em Agudos. Pedro Vacite, filho do casal Ruth e Osvaldo Vacite, preso na semana passada acusado de chantagear os consulentes, chegou a alugar um sobrado em Agudos.

Ontem, a Polícia Civil revistou o imóvel, que seria habitado por Pedro, sua esposa e três filhos. No sobrado havia roupas, sapatos, brinquedos, móveis e imagens de santos, o que indica que eles fugiram tão depressa que não tiveram tempo de levar todos os pertences. O sobrado havia sido alugado na última sexta-feira pelo casal, que é procurado pela polícia de Porto Alegre (PR) por estelionato.

Porém, documentos procurados pela Polícia Civil não foram encontrados no prédio. A proprietária do imóvel, que teve seu nome preservado por questões de segurança, lamentou a situação. “Este sobrado ficou fechado por um ano e agora vou ter dor de cabeça”, reclama.

Ela contou que na última sexta-feira, por volta das 17h, foi procurada por Pedro Vacite, um rapaz muito educado, que queria alugar o imóvel. “Ele chegou com um Taurus e apresentou seu pai. Eu confiei e dei as duas chaves (do imóvel). Ele ficou de me procurar na segunda-feira para assinarmos o contrato, mas não apareceu”, conta.

O casal, segundo outra testemunha, fugiu de táxi depois de saber que o pai de Pedro havia sido preso. Uma outra testemunha lembra que ele já havia mandado fazer panfletos de propaganda para começar a oferecer os serviços de consultas espirituais.

O casal teria feito compras de móveis em Bauru e em Agudos, mas não chegou a pagar pelos bens adquiridos. Segundo o delegado J.J. Cardia, titular da DIG, os bens apreendidos serão devolvidos para os comerciantes.

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