Saúde

Esportes radicais são alternativa

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 1 min

A psicoterapeuta Cláudia Catão Siqueira, especialista em dependência química pela Escola Paulista de Medicina, sugere que as crianças e adolescentes sejam encaminhadas à prática de esportes radicais.

“O que atrai esses meninos no álcool e nas drogas é o poder excitante, o risco, o desafio, o perigo. Essas sensações podem ser obtidas no esporte”, alerta.

Siqueira observa que a sociedade prega a felicidade acima de tudo, busca o prazer a todo custo. Não existe espaço para descontentamento, tristeza ou solidão. Todas as propagandas e conceitos referentes às substâncias tóxicas associam as drogas à satisfação destas necessidades.

Sobre o relacionamento familiar, Siqueira reforça a necessidade de diálogo sincero. “Mas tem que ser um contato íntimo de pais e filhos. É comum a família sentir-se embaraçada e embananada diante de perguntas sobre drogas ilícitas. E se o pai fala em cheirar maconha ou fumar cocaína, ele fica desautorizado diante do filho”, salienta.

A psicoterapeuta defende que os pais não devem ter receio de afirmar que não sabem quando questionados sobre algo. Segundo ela, pedir um tempo e buscar informações corretas é mais honesto e mantém a família como figura de referência.

“E também só responder o que os filhos perguntam. Porque muitas vezes eles perguntam uma coisa e os pais falam um monte. É preciso limitar essa resposta para cada momento, para que o filho tenha confiança de perguntar sempre, sem sentir-se invadido. Porque é assim que ele se sente quando pergunta uma coisa e o pai responde uma avalanche de outras coisas”, encerra.

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