Os rótulos há muito orientam que produtos químicos devem ser mantidos longe do alcance de crianças. Ainda assim, o pediatra Felinto dos Santos Neto, diretor do Departamento Municipal de Urgência e Emergência de Bauru, afirma que intoxicações deste tipo são bastante freqüentes.
“Para piorar, muitas pessoas compram essas produtos a granel e armazenam em garrafas de refrigerante ou embalagens de comida. A criança não sabe o que tem dentro. Ela abre e ingereâ€, comenta.
Segundo o médico, a ingestão destes produtos pode ter repercussões graves ou mesmo fatais para a criança. “Substâncias com soda cáustica, por exemplo, podem deixar lesões irreversíveis, como a estenose de esôfago - uma cicatriz que fecha a passagem e a pessoa não consegue mais comerâ€, afirma.
“Para a lei, casos assim não são considerados acidentes, mas negligência. E negligência é crime previsto no Código Penal. Colocar em risco a vida da criança pode levar até à perda do pátrio poderâ€, ressalta a presidente do Conselho Tutelar, Darlene Martin Tendolo.